O grande feito do Equador, as seleções já qualificadas e quem está eliminado

Equatorianos foram a grande sensação do 15º dia do Mundial, que nesta altura conta com 177 golos

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Equador-Alemanha
Equador-Alemanha • Foto: AP
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O Equador foi a grande sensação do 15.º dia do Campeonato do Mundo, ao vencer sensacionalmente a Alemanha por 2-1, com reviravolta, e garantir na quinta-feira um lugar nos 16 avos de final.

Depois da derrota por 1-0 com a Costa do Marfim e do impensável empate a zero com o estreante Curaçau, os segundos qualificados da zona sul-americana estavam obrigados a vencer os já apurados alemães e começaram praticamente a perder.

Em East Rutherford, Leroy Sané deu vantagem aos germânicos logo aos dois minutos, mas o 'onze' do argentino Sebastián Beccacece ripostou de imediato, aos nove, por Nilson Angulo.

O empate foi-se mantendo, os equatorianos começaram a acreditar que poderia mesmo vencer e conseguiram mesmo chegar ao 2-1, graças a um golo de Gonzalo Plata, ex-jogador do Sporting, aos 77 minutos. Depois, foi sofrer até final.

Assim, e contra todos os prognósticos, o Equador, que partiu para a última ronda sem golos, foi uma das seleções a selar o apuramento para a fase a eliminar, juntamente com Austrália, Costa do Marfim, Países Baixos, Japão e Suécia.

Este sexteto juntou-se a México, África do Sul, Suíça, Canadá, Bósnia-Herzegovina, Brasil, Marrocos, Estados Unidos, Alemanha, França, Noruega, Argentina e Colômbia, pelo que já se conhecem 19 das 32 seleções que estarão nos 16 avos de final.

Quanto a seleções eliminadas, o estreante Curaçau juntou-se a República Checa, Qatar, Haiti, Turquia, Tunísia, Jordânia, também na primeira presença, e Panamá.

No Grupo E, e além do Equador, qualificou-se também a Costa do Marfim, que nunca tinha estado na fase a eliminar, ao vencer e eliminar o estreante Curaçau, com um triunfo por 2-0, selado com um bis de Nicolas Pépé, que marcou aos sete e 64 minutos.

A Alemanha fechou com seis pontos, contra seis da Costa do Marfim, quatro do Equador, que garantiu que será um dos oito melhores terceiros, e um de Curaçau.

No Grupo F, que ainda não tinha apurados, a Holanda fizeram o que se esperava, ao vencer a já eliminada Tunísia por 3-1, com golos de Ellyes Skhiri (três minutos), na própria baliza, Brian Brobbey, aos sete, e Jan Paul van Hecke, aos 62, contra um de Hazem Mastouri, aos 54.

Os holandeses venceram o agrupamento, com sete pontos, à frente dos também apurados Japão (segundo, com cinco) e Suécia, que somou quatro pontos, com 7-7 em golos, e será um dos oito melhores terceiros, depois de um 'conveniente' empate (1-1).

Os japoneses adiantaram-se, aos 56 minutos, pelo ex-Marítimo Daizen Maeda, mas os escandinavos restabeleceram a igualdade pouco depois, aos 62, por Anthony Elanga.

A fechar o dia, no Grupo D, a Austrália, como segunda (quatro pontos), qualificou-se com um empate a zero face ao Paraguai, que acabou terceiro, também com quatro (2-4 em golos), e está em boa posição para ser 'repescado' para os 16 avos de final.

O grupo já tinha sido conquistado pelos coanfitriões Estados Unidos, que falharam o pleno de triunfos ao perderem por 3-2 com a já afastada Turquia.

Arda Güler, aos 10 minutos, Baris Yilmaz, aos 31, e Kaan Ayhan, aos 90+8, selaram o adeus vitorioso dos turcos, enquanto Auston Trusty, aos três, e Sebastian Berhalter, aos 49, faturaram pás os norte-americanos.

Face aos cinco golos de Inglewood, a edição 23 do Mundial passou a contar 177 golos, em 60 jogos, que é um novo recorde absoluto, destronando os 172 (em 64 encontros) de 2022, no Qatar.

Com o triunfo do Equador (face à Alemanha), o empate da Suécia (frente ao Japão) e o nulo entre Paraguai e Austrália, Portugal ainda não selou matematicamente o apuramento.

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