O pesadelo de Redondo: da operação que correu mal à técnica proibida em Itália

Antigo jogador argentino relata dois anos angustiantes quando deixou o Real Madrid

• Foto: Lusa

Fernando Redondo relatou ao jornal 'La Nación' o doloroso processo de recuperação que enfrentou ao lesionar-se na chegada ao Milan no ano 2000, quando foi comprado ao Real Madrid por 21 milhões de euros. O antigo médio argentino rompeu os ligamentos logo nos primeiros tempos em Itália.

"Tinha feito a pré-temporada em Madrid e ao terminá-la aconteceu a transferência. Cheguei ao Milan e o sistema de treino era diferente, com muita carga física. Não disse nada, um pouco por orgulho, mas estava morto a nível muscular. Devia ter feito uma adaptação progressiva, mas só tive essa análise depois. Numa jogada senti algo: rompi os ligamentos cruzados do joelho direito e não pude jogar uma única vez durante dois anos", explicou.

Redondo não voltaria a pisar um relvado até dezembro de 2002. A ânsia em recuperá-lo levou o clube a apostar no mesmo médico que já tinha tratado de outros casos em San Siro, mas aconteceu o pior: "A primeira operação não correu bem. Fui operado por um médico italiano que tinha tratado de outros jogadores do Milan, mas não era especialista em joelhos e a verdade é que o ligamento não ficou na melhor posição. Na recuperação, o joelho inchava e doía-me e os médicos diziam que tinha de superar a barreira da dor. Por isso trabalhava mais e acabava por ser um círculo inflamatório. Estava cada vez pior".

A solução passou então por um médico belga que usou um procedimento banido em Itália: "Aplicaram-me uma técnica chamada Bier Block, que era proibida em Itália. Atuava no sistema nervoso central para bloquear a dor. Ia para a sala de operações, metiam-me a perna para cima e esvaziavam-na de sangue com um torniquete e aplicavam fármacos. O risco era se algo chegava ao coração. Só podia fazer isto no máximo de seis vezes e eu fiz cinco. Deste modo consegui superar a dor e trabalhar na reabilitação. Fiz de tudo. Fui para a Bélgica em pleno inverno e entrava no Mar do Norte com água pela cintura... Ao ver que conseguia superar a dor e a inflamação, consegui recuperar e joguei mais dois anos".

Por Luís Miroto Simões
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