Orgulho galego fala português

Título também já foi garantido devido aos 4 pontos de vantagem sobre o Celta de Vigo...

Orgulho galego fala português
Orgulho galego fala português • Foto: JOSÉ MOREIRA
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Assim que Arias López fez soar o apito final, o pesadelo acabou. O árbitro deu sinal às equipas para que recolhessem aos balneários, mas só os jogadores do Huesca o levaram a sério. Os outros, os das camisolas azuis e brancas, irromperam em festa, incentivados pelos gritos de euforia – e talvez alívio – dos 34 mil adeptos que abarrotavam o Riazor. Do banco de suplentes, acabadinho de ser substituído aos 88 minutos, saltou Bruno Gama e a ele se juntaram os lesionados Diogo Salomão e José Castro, que, esquecendo os problemas físicos, já se encontravam à porta do túnel de acesso ao terreno de jogo. O Deportivo estava de novo na primeira liga espanhola e no meio da confusão que se instalava no relvado, no meio dos abraços e dos uivos de alegria, lá estava uma bandeira portuguesa que havia de testemunhar esta história.

Foi depois de digeridos estes momentos que Record se encontrou com Diogo Salomão e Bruno Gama, ambos em ano de estreia fora de Portugal, na Cidade Desportiva do mais emblemático clube da Galiza. O “Super Depor”, campeão espanhol em 1999/2000 com Pedro Pauleta na equipa, conseguiu o que poucos sonharam e ainda menos creram ser possível, mas na Galiza há quem diga que este novo Deportivo, campeão da Liga Adelante logo na temporada que se seguiu à despromoção, lhe fica muito pouco atrás. Entre os portugueses há quem os perceba bem. “Desde que cheguei os meus colegas e as pessoas do clube fizeram questão de me transmitir o quão imperativo era conseguir a subida logo na primeira época. O grupo comprometeu-se a sério com esta missão, até porque muitos dos jogadores do plantel tinham um sentimento de culpa, já que transitam da época anterior”, admite Bruno Gama, para quem essa perceção “acaba por ser natural”, habituado que estava “a ver oDepor entre os grandes” quando ainda nem sonhava jogar com a camisola galega. Por tudo o que já viveu em apenas alguns meses na Corunha, o extremo, de 24 anos – autor de 7 golos num campeonato em que participou em 28 jornadas –, não tem dúvidas de que fez parte de algo especial num clube já com 106 anos: “Não vacilámos num dos momentos mais importantes da história do clube e isso é algo que me deixa muito confortável.”

Leia esta reportagem na íntegra na edição impressa de Record deste sábado.

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