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Alteração tem como base a organização das deslocações que vai cortar custos às equipas
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O principal campeonato de futebol moçambicano vai passar a combinar jornadas, para reduzir de 4.000 para 2.300 o número de passagens aéreas e cortar gastos, evitando interrupções da prova como aconteceu no Moçambola de 2025.
"O Moçambola 2026 será disputado num sistema clássico, de todos contra todos, em duas voltas, mas com uma particularidade de combinação de jornadas. Esta medida visa reduzir o custo operacional das viagens das equipas de uma cidade à outra", explicou na sexta-feira o presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), Alberto Simango.
Simango avançou que esta estratégia de combinação de jornadas é uma inovação que tem como base a organização das deslocações, permitindo que, por exemplo, as equipas que saiam do norte para o sul do país realizem dois ou mais jogos na mesma viagem, com um dia intermédio para treinos, antes de regressarem às respetivas províncias.
"A logística de duas viagens não é igual à logística de uma viagem. Logo, os custos vão baixar de forma significativa", acrescentou o presidente da LMF, reconhecendo que as equipas poderão permanecer mais de dois dias fora, em cada saída, mas assegurando que o modelo foi consensualizado com as respetivas direções.
De acordo com a liga, o novo figurino permitirá reduzir de 4.000 para 2.300 passagens aéreas numa época, o que representa um corte próximo de 50% nos custos com transporte, traduzindo-se numa poupança estimada em 73 milhões de meticais (974 mil euros), quando no anterior modelo a fatura com passagens aéreas era superior a 140 milhões de meticais (1,8 milhões de euros).
Simango garantiu ainda que já foram assegurados parceiros para cobrir o esforço financeiro necessário, sublinhando que o objetivo é "ter um Moçambola tranquilo do princípio ao fim", o qual deverá arrancar após o final de março e com a previsão de a liga assinar na próxima semana, com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), um novo acordo para organizar a competição, que contará em 2026 com 14 clubes.
A época de 2025 do Moçambola ficou marcada por sucessivos reajustes do calendário e suspensão da competição devido a problemas logísticos e financeiros. Em julho, a prova foi interrompida por duas semanas devido à indisponibilidade da companhia aérea estatal Linhas Aéreas de Moçambique em assegurar o transporte das equipas, alegando dívidas acumuladas desde 2024, o que obrigou à mobilização de empresas para o seu financiamento.
Em dezembro, a LMF encerrou a edição após 24 das 26 jornadas previstas, confirmando a União Desportiva do Songo como campeã nacional, num desfecho condicionado por dificuldades financeiras e administrativas, sendo que a classificação continua por homologar, mais de dois meses depois.
A LMF sustenta que o novo modelo logístico para 2026 representa uma resposta estrutural às fragilidades expostas na época anterior, mantendo o formato competitivo, mas ajustando a gestão financeira num contexto de maior prudência no futebol moçambicano.
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