Os planos da UEFA para acabar com as loucuras no mercado de transferências

Aleksander Ceferin estuda alterações ao modelo de fair play financeiro

• Foto: Pedro Simões

O Paris Saint-Germain está disposto a pagar 222 milhões de euros por Neymar. O Real Madrid pode chegar aos 180 milhões por Mbappé. O Manchester City gastou quase 150 milhões de euros em três laterais.

Os números envolvidos no mercado de transferências do futebol fizeram disparar os alarmes na UEFA e as atuais regras de fair play financeiro parecem não ser suficientes. Por isso, o presidente do organismo está a estudar um plano para acabar, ou pelo menos reduzir, a loucura dos clubes mais endinheirados.

De acordo com a edição desta terça-feira do jornal italiano 'La Gazzetta dello Sport', Aleksander Ceferin pensa em três medidas que podem entrar em breve em vigor, de forma a impedir a concentração exagerada de grandes futebolistas nos mesmos clubes. São do âmbito desportivo e financeiras.

Para começar, um teto salarial, uma ideia já defendida em público pelo esloveno. Isto pode ser feito fixando um valor máximo a pagar por jogador ou, mais facilmente, um valor máximo a pagar por todo o plantel, estabelecendo diferentes níveis para cada jogador. 

Outra é a imposição em estudo de um limite ao número de jogadores que cada clube pode ter no plantel, ao mesmo tempo que também se pondera uma limitação de contratações por janela de mercado e alterações nas políticas de empréstimo - se faz sentido ceder um jovem, não faz tanto sentido ceder um futebolista de 30 anos.

Por fim, a criação de um 'imposto sobre o luxo', a aplicar sempre que um clube paga um valor exorbitante por uma transferência. Por exemplo, se alguém pagar 100 milhões de euros por um futebolista, terá de pagar mais 10 por cento de imposto e esse valor reverterá a favor dos outros clubes, seja através dos prémios das competições ou de outra forma.

Atualmente, as regras de fair play financeiro estabelecem que um clube não pode gastar (num período de três anos) mais do que ganha. No entanto, emblemas que estão nas mãos de donos endinheirados, como o Paris Saint-Germain ou o Manchester City, facilmente conseguem aumentar as receitas de publicidade e marketing (através de novos acordos de patrocínio por valores acima dos reais, por exemplo) e, com isso, ficam com margem para gastar cada vez mais.

Por Sérgio Krithinas
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