Paulo Fonseca: «Amorim tinha à espera o dono do Milan. Quando eu cheguei não estava lá ninguém...»
Treinador lamenta não ter tido tempo para "mudar a mentalidade" nos rossoneri
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Paulo Fonseca lamentou não ter tido tempo para "mudar a mentalidade" no Milan e não ter sido recebido no centro de treinos pelo dono Gerry Cardinale, ao contrário do que aconteceu com Ruben Amorim neste verão no primeiro dia de trabalho.
"Fui contratado para mudar a mentalidade. Não me deram tempo, mas fizemos muitos bons jogos. E, depois de mim, isso já não voltou a acontecer", referiu em entrevista à revista 'Sportsweek', acrescentando: "Vi que o [Ruben] Amorim chegou a Milanello [centro de treinos] e o Cardinale estava lá à espera dele. Quando cheguei, por outro lado, não estava lá ninguém".
O agora treinador do Lyon afirmou que nenhum jogador pode ser maior do que o clube: "Em Itália, muitas vezes os jogadores 'pesam' mais do que o clube. Se alguém, mesmo sendo forte, não merecia, comigo não jogava porque ninguém é maior do que o Milan".
Paulo Fonseca considerou que a "filosofia" do futebol italiano "não se vê": "A vossa filosofia futebolística não se vê em lado nenhum. Durante 90 minutos não jogas e defendes-te, mas se no último minuto marcas um golo e ganhas está tudo bem e és fantástico".
Recorde-se que Paulo Fonseca orientou o Milan entre agosto e dezembro de 2024. Em 24 jogos, somou 12 vitórias, 6 empates e 6 derrotas.
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