Paulo Fonseca: «Guardiola como inspiração? Não quero ser uma cópia»

Treinador do Shakhtar diz que ganhar é importante mas "o jogo deve ser um espetáculo"

Paulo Fonseca está a ter mais uma temporada de sucesso na Ucrânia, ao serviço do Shakhtar Donetsk, e não esconde que privilegia muito a posse de bola. Em entrevista à 'Kicker', o treinador rejeita, contudo, comparações com Pep Guardiola.

"Não tenho qualquer modelo em particular, não quero ser uma cópia. Sempre me impressionaram as equipas que dominam a posse de bola e o passe. É assim que quero jogar como treinador. A posse de bola não me interessa como um fim em si mesma. Ganhar para mim não é suficiente, o jogo deve também ser um espetáculo. Claro que também sei que no futebol os golos e os pontos são o mais importante para muita gente e são estes que trazem sucesso. Se dominares o jogo, tiveres a bola, as hipóteses de sucesso são maiores, mas só se o fizeres bem. Vimos isso no Mundial", disse.

Para sustentar estes dados, o Observatório do Futebol divulgou na semana passada que o Shakhtar Donetsk é a equipa europeia com mais posse de bola. Paulo Fonseca diz que o facto de jogar na Liga ucraniana não influencia.

"O jogarmos na Liga Ucraniana não desvirtua estes dados. Temos no Dínamo Kiev um oponente muito forte e os nossos adversários estão sempre particularmente motivados quando jogam contra nós. Além disso, praticamente não jogamos em casa, porque temos jogado nos últimos anos em Kharkiv em vez de Donetsk, devido à situação política. Esta época somos uma equipa em fase de reconstrução, já que tivemos muitas saídas no verão. Mas, de facto, a posse de bola sempre foi muito importante para mim", referiu.

A duas jornadas do fim da fase de grupos da Liga dos Campeões, o Shakhtar é último do grupo F, mas ainda mantém hipóteses de seguir em frente. Paulo Fonseca fala em "duas finais".

"Temos duas finais, primeiro com o Hoffenheim, depois em casa contra o Lyon. Mas no jogo com o Hoffenheim a vitória é importante para os dois. O Hoffenheim é uma equipa muito forte, mas faremos tudo para vencer, esta é sempre a nossa forma de encarar os jogos, seja qual for a equipa, em casa ou fora. Não iremos mudar a nossa orientação ofensiva de base. Posse, domínio, subir em direção à baliza. Essa é a minha e a nossa filosofia. Tentamos sempre tomar a iniciativa".

"É uma equipa forte. Não quero individualizar. A grande arma do Hoffenheim é o seu estilo de jogo, é difícil jogar contra esta equipa, quanto mais vencer o jogo. Têm um treinador com muito futuro [Julian Nagelsmann], a idade não é importante, o que interessa são o conhecimento e a competência. Ele representa o clube de forma exemplar. Ainda não está nada decidido. Nós recebemos o Lyon no último jogo e o Hoffenheim tem que ir a Manchester, pode haver um photo finish. Ainda temos hipóteses de chegar aos oitavos. O topo é sempre o nosso objectivo", concluiu.
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