Paulo Fonseca sobre Fernando Santos: «Estamos-lhe todos gratos, mas...»

Em entrevista ao 'La Repubblica', o treinador português apontou as fragilidades que a Seleção Nacional demonstra

• Foto: Action Images
O sorteio do playoff do apuramento europeu para o Mundial'2022 ditou que Portugal ou Itália, as duas últimas seleções a conquistarem o Europeu, não estarão presentes no Campeonato do Mundo do próximo ano - os dois países encontram-se inseridos no mesmo caminho.

Em entrevista ao jornal italiano 'La Repubblica', Paulo Fonseca, treinador português que nas duas últimas temporadas esteve à frente do comando técnico da AS Roma, mostrou-se surpreendido com o sorteio do playoff, assumindo que "esperava que tanto Itália como Portugal fossem ao Campeonato do Mundo".

"É difícil dizer. Fernando Santos fez um grande trabalho, estamos-lhe todos gratos por ter ganho o Euro 2016. Mas Portugal em alguns momentos não era uma equipa, não lutaram unidos. O que nos faltava era o colectivo, o que fez de Itália a equipa mais forte da Europa. O que vi ao trabalhar em Itália foi a mentalidade dos jogadores italianos. É a mesma mentalidade com que ganhou o Campeonato Europeu: podia vê-lo a partir das qualificações, disse aos meus amigos que a Itália estava entre os favoritos. E desde os primeiros jogos estava convencido de que iria ganhar", começou por dizer.

Sobre o trabalho de Fernando Santos no comando da Seleção Nacional, Paulo Fonseca agradece o título conquistado 
no Euro'2016, mas aponta as fragilidades das Quinas, sobretudo no aspeto coletivo. "É difícil dizer. Fernando Santos fez um grande trabalho, estamos-lhe todos gratos por ter ganho o Euro 2016. Mas Portugal em alguns momentos não era uma equipa, não lutaram unidos. O que nos faltava era o colectivo, o que fez de Itália a equipa mais forte da Europa. O que vi ao trabalhar em Itália foi a mentalidade dos jogadores italianos. É a mesma mentalidade com que ganhou o Campeonato Europeu: podia vê-lo a partir das qualificações, disse aos meus amigos que a Itália estava entre os favoritos. E desde os primeiros jogos estava convencido de que iria ganhar", assumiu.

A qualidade técnica dos jogadores italianos

"A Itália também tem um nível técnico muito elevado. Veja-se Barella: Eu teria gostado de o ter em Roma, até falei com ele algumas vezes ao telefone para tentar convencê-lo. Mancini foi capaz de construir um grande coletivo sobre esta qualidade, algo que não acontece facilmente, outros têm grande talento, mas não são uma equipa".

Seleção Nacional não é só Cristiano Ronaldo

"Não podemos esquecer que Cristiano tem 36 anos de idade. Ele é o melhor marcador da história, criou os jovens com quem jogou. Mas hoje Portugal não é apenas Ronaldo: é um grande finalizador, mas não tem o mesmo poder de explosão, a mesma força no um contra um. Ele é um grande jogador, mas agora há uma geração de jogadores fortes que jogam nos melhores clubes da Europa."
Por Record
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