Pedro Martins e a qualidade de Raphinha: «Sabíamos que conseguiríamos vendê-lo a um dos grandes»

Treinador português trabalhou com o extremo brasileiro no V. Guimarães

• Foto: Hélder Santos
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Pedro Martins continua ao leme do Al Gharafa, do Qatar, depois de cinco épocas ao serviço dos gregos do Olympiacos. O treinador, de 54 anos, recordou, em entrevista à Sky Sports, a ascensão de Raphinha no futebol português, pelas suas mãos, ao serviço do V. Guimarães, e a importância de Ederson na transformação do papel dos guarda-redes atuais.

"Estou orgulhoso que neste momento esteja num dos melhores clubes do mundo. [Na altura] Ele tinha um grande potencial e sabíamos que conseguiríamos vendê-lo para um dos principais clubes portugueses. Era diferente e este tipo de jogadores têm a capacidade de mudar os jogos, porque conseguem fazer coisas que outros não conseguem. Às vezes até para criar um certo caos no encontro", apontou. 

O técnico, que em Portugal se destacou ao serviço de Marítimo, Rio Ave e V. Guimarães, abordou ainda a nova função do guarda-redes no modelo das equipas e contou a história de quando surpreendeu o Benfica, com o pontapé de baliza de Ederson, na altura em que defendia a baliza dos vila-condenses. 

"A defesa estava subida e a nossa estratégia era colocar o avançado o mais longe possível da zona do pontapé de baliza porque nesse caso não há fora de jogo. Ninguém estava à espera de que o Ederson conseguisse pôr a bola naquela zona, mas fê-lo e marcámos. Mostrou que são este tipo de guarda-redes que podem mudar um jogo", começou por lembrar. 

"As grandes equipas estavam à espera deste tipo de guarda-redes, alguém que não tem medo de sair da grande área, que consegue controlar situações e resolver vários problemas", confessou. 

Pedro Martins vai a caminho da terceira época consecutiva no Al Gharafa, e apesar de não ter vencido ainda qualquer troféu, já foi designado o melhor treinador do ano no país, após um terceiro lugar, na temporada passada. 

"Eu sou um treinador de projeto. Desde 2010 que não ganhamos nada, mas estamos a tentar mudar isso. Hoje, a distância para os adversários não é tão grande comparativamente com o momento em que cheguei. Estamos a lutar por todas as competições e isso é um grande passo no clube." 

O regresso à Europa nunca será uma carta fora de baralho e Inglaterra é um sonho que já esteve perto de se concretizar. "Depois de sair do Olympiacos, recebi algumas propostas do Championship, mas não acreditei nos projetos. Ainda assim, Inglaterra é o país do futebol, por isso um dia gostava de treinar lá."

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