Platini processa Infantino por denúncia caluniosa e tráfico de influência
O ex-futebolista francês processou ainda outros dois antigos dirigentes da FIFA
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O francês Michel Platini, ex-presidente da UEFA, processou esta segunda-feira o presidente da FIFA, o suíço Gianni Infantino, por denúncia caluniosa e tráfico de influência no processo que conduziu ao seu afastamento do organismo regulador do futebol europeu.
Em comunicado enviado à AFP, Platini informou que processou também dois antigos dirigentes da FIFA, Marco Villiger e Domenico Scala, respetivamente, diretor jurídico e responsável máximo da comissão de auditoria, que considera serem corresponsáveis por impedirem a sua ascensão à liderança da FIFA, em 2015.
O ex-futebolista e treinador francês, de 70 anos, já tinha apresentado duas queixas na justiça suíça, em 2018, contra desconhecidos, por denúncia caluniosa, e em 2021, contra Infantino, por tráfico de influência. A primeira prescreveu e a segunda foi arquivada em outubro de 2025.
Platini manifestou também a intenção de processar a FIFA, a fim de ser "indemnizado por todos os danos" que considera ter sofrido na sequência das "manobras utilizadas para evitar" a sua eleição como presidente da entidade máxima do futebol mundial, também em 2015.
O francês acredita que Infantino (que era o seu 'braço direito' na UEFA), Villiger e Scala trabalharam para o "excluir da corrida à presidência" da FIFA, através de "acusações completamente infundadas", no âmbito de uma investigação por alegada corrupção, da qual foi definitivamente absolvido nos tribunais suíços, no ano passado.
O afastamento da corrida eleitoral de Platini, que estava na linha da frente para assumir a presidência da FIFA, abriu caminho à inesperada eleição de Infantino, em fevereiro de 2016. O dirigente suíço foi reeleito, sem oposição, em 2019 e 2023.