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"Esperamos encontrar a raiz do problema", disse Gilang Widya Pramana
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O presidente do clube de futebol indonésio Arema FC, em cujo estádio morreram no sábado 125 pessoas, pediu esta segunda-feira desculpa e garantiu que está a "cooperar e a apoiar" a investigação ao trágico acontecimento.
"Esperamos encontrar a raiz do problema", disse Gilang Widya Pramana, numa breve declaração ao canal televisivo Kompas TV, garantindo que o clube "compensará financeiramente as famílias das vítimas e dos feridos".
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A tragédia aconteceu depois de cerca de 3.000 adeptos do Arema FC terem invadido o relvado após a derrota frente ao rival Persebaya Surabaya (2-3) e terem entrado em confronto com as forças de segurança, que por sua vez utilizaram gás lacrimogéneo.
Segundo o chefe da polícia de Java Oriental, Nico Afinta, a maioria das mortes foi causada pela debandada de adeptos, muitos dos quais sufocados enquanto tentavam sair do estádio. Muitas das pessoas morreram espezinhadas no caos da debandada.
Nos tumultos, que se estenderam ao exterior do estádio, morreram pelo menos dois agentes da polícia. O campeonato indonésio de futebol foi suspenso e as autoridades ordenaram um inquérito aos incidentes.
Os policias estavam "de serviço" e eram responsáveis por "operar com as espingardas" para disparar botijões de gás, disse o porta-voz da polícia Dedi Prasetyo em conferência de imprensa, após as primeiras investigações internas ao incidente.
O funcionário também indicou que estão a ser visionadas as imagens captadas por mais de 30 câmaras de segurança perto do estádio para identificar suspeitos de "destruir propriedades dentro ou fora" do recinto desportivo.
De acordo com os números oficiais - que foram revistos no domingo após uma série de erros na contagem - 125 pessoas morreram, incluindo 32 crianças, e 323 ficaram feridas em graus variados, numa das maiores tragédias da história do futebol mundial.
O uso de gás lacrimogéneo contra adeptos, proibido dentro dos estádios pelo regulamento da FIFA - o órgão máximo do futebol mundial - tem sido criticado por organizações que garantem os direitos humanos, como a Amnistia Internacional e a Organização dos Direitos Humanos.
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