Ricardo Oliveira brilha como scout em concurso na Hungria: analisou equipa do Wolves e tornou-a mais competitiva

Analista e observador da agência Lapa Football superiorizou-se a concorrentes polaco e húngaro

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O português Ricardo Oliveira ganhou a primeira edição da Football Analytics Hackaton, que decorreu na terça-feira, em Budapeste, na Hungria. O 'concurso' destinado a especialista na área de 'scouting' contou com 425 inscritos, 150 participantes e três finalistas, entre eles o antigo team manager da B SAD e agora 'chief scout' da agência Lapa Football. Os outros dois era um polaco e um húngaro.

Em declarações exclusivas a Record, Ricardo Oliveira explica em que consistia o desafio que teve de ultrapassar, para vencer a competição inserida no Fórum de Futebol da Hungria. "Tivemos de escolher um clube da Premier League, analisar a equipa e, com um 'budget' de 60 milhões de euros, escolher dois reforços para a próxima época", conta o especialista, explicando que o relatório por si elaborado foi apresentado a uma sala cheia de público e a um júri, que integrava 'chief scouts' e 'chief analists' de clubes como o Bolonha (Itália) ou o Brentford (Inglaterra). 

"Após a análise que fiz à equipa, identifiquei lacunas e variáveis que estavam em sub-rendimento", relata a Record o analista, de apenas 24 anos, nascido na Madeira e que está no continente apenas há oito. Para colmatar as lacunas identificadas, Ricardo Oliveira pegou nos 60 milhões de euros e contratou Hayden Hackney, médio inglês, de 21 anos, que joga no Middlesbrough, do Championship (o segundo escalão do futebol inglês); e Kévin Denkey, avançado togolês, de 23 anos, do Cercle Brugge (1.ª Liga belga).

"Estes dois reforços tornaram a equipa do Wolves mais competitiva", assegura o scout português que além da distinção, recebeu um ano de subscrição grátis de uma plataforma de dados e foi incluído num grupo de trabalho acerca da interligência artificial no futebol. Uma ferramenta que poderá, no futuro, tornar-se determinante na recolha e análise de dados dos jogadores.

Atualmente sem ligação a qualquer clube, este licenciado em Comunicação com formação na área da Gestão Desportiva já trabalhou em clubes como o Sintrense, União de Santarém, Episkopi (na 2.ª Liga grega) e B SAD, desempenhando sempre funções de 'chief scout' ou 'team manager'. Ao jeito de conclusão, pode dizer-se que o arquipélago da Madeira já não produz apenas jogadores e treinadores de elite. Também ao nível dos analistas e observadores a ilha começa a ter referências de topo.

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