Roger: «Entrei, não vi o Fehér e...senti um vazio»
Aos 30 anos, Serginho planeava abandonar o futebol em Dezembro, coincidindo com o final do Brasileirão.
O coração atraiçoou-o e a sua morte motivou as mais díspares reacções, incluindo Roger, que já viveu um drama semelhante com o desaparecimento do avançado húngaro Miklos Fehér, em Janeiro.
“É triste. Soube disso pouco depois da goleada sobre o Juventude (7-1, com dois golos da sua autoria)! Serginho era um jogador que começou de baixo e assinou pelo São Caetano quando o clube não era o que é hoje. É dizer que ele cresceu com o clube. Morrer assim de repente abala qualquer um e nós, jogadores e técnicos do Fluminense, também ficámos em baixo. Chegámos ao balneário e ficámos silenciosos ao saber da morte de Serginho”, reagiu o ex-benfiquista.
Memória
Como é natural, Roger recordou para Record aquele fatídico 25 de Janeiro, em Guimarães.
“Fiquei a saber que o Serginho tinha problemas cardíacos, pelo que há uma explicação para o sucedido. Com o Fehér, não. Ele não tinha qualquer problema e foi difícil aceitar a sua morte repentina. Ele tinha um porte físico exemplar e, de repente, caiu. Foi duro no Benfica e vai ser duro no São Caetano. No caso do Fehér, lembro-me que entrei no balneário no dia seguinte e senti a falta dele, porque o seu armário era ao lado do meu. A primeira pessoa com quem eu falava era com ele. Entrei, sentei-me, não vi o Fehér e... senti um vazio. Isso continuou durante dias e semanas. Não dá para contornar”, concluiu emocionado.