«Alguém que nos separe, que ele ainda me mata»: Rojo lembra o que pensou quando se pegou com Zlatan

Defesa argentino estava a chegar a vias de facto com Ibrahimovic quando técnico português interrompeu tudo

• Foto: Reuters

Marcos Rojo recordou, em entrevista ao jornal digital argentino 'Infobae', alguns dos melhores momentos da sua carreira, em particular o momento em que ia chegando a vias de facto com o sueco Ibrahimovic, no Manchester United. O central celeste e o sueco foram separados por José Mourinho, técnico dos red devils, que entrou no balneário aos gritos e aos pontapés às garrafas.

"Jogadores como o Zlatan têm uma personalidade terrível: é um vencedor. Chateia-te porque quer vencer. Sabe que podes dar mais e aprendi muito com ele. Mas nesse jogo, estávamos a vencer 1-0 em Old Trafford e ele queria todas as bolas. Numa jogada em que conduzo a bola, vejo Pogba solto na esquerda e faço-lhe o passe. O Zlatan começa a f****-me. 'Passa-me', gritava ele. 'Queres todas as bolas, narigudo?', respondi, também aos berros. No final da primeira parte, vamos para os balneários e, quando estou sentado a descalçar as chuteiras, Zlatan entrou, dá um pontapé em qualquer coisa, vê-me e grita: 'O que é que me disseste?' Levantei-me e só pensava: 'Por favor, alguém que nos separe porque este mata-me.' Vamos os dois para cima um do outro e aí, os ingleses, todos grandotes, lá nos separam. Nessa altura entrou Mourinho, aos gritos e aos pontapés às garrafas de águas. Uma confusão naquele balneário... mas tudo se resolveu", recordou Rojo, que teve um pedido muito especial por parte do técnico português.

"Em janeiro, tínhamos ido cinco dias para o Dubai em pré-época. Quando regressávamos, em viagem, estava a tentar dormir quando me tocam no ombro. Olhei para trás e era Mourinho. Mostrou-me o telemóvel e vejo uma mensagem do diretor desportivo do Manchester United. Dizia que estava confirmada a contratação de Alexis Sánchez e quando chegássemos a Inglaterra ele juntava-se à equipa. O problema é que o Alexis e eu, quando nos víamos, havia sempre problemas. Lutávamos até à morte, se fosse preciso. O Mourinho veio pedir-me: 'Agora não lhe batas que vai jogar por nós.' Muito bem, para quebrar, não. Mas nos treinos batia em todos."

Por Fábio Lima
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