Salários em atraso ditam saída de Águas de Cabo Verde

“Os técnicos vivem de resultados mas não só. Tudo tem limites”, disse o treinador português

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• Foto: Vítor Chi
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Rui Águas abandonou o cargo de selecionador de Cabo Verde, terminando uma ligação que durava desde 2014. Em conversa com Record, o treinador apontou os problemas financeiros como principal motivo da saída, lamentando que esta situação se tenha arrastado durante demasiado tempo.

"Os salários em atraso são um facto. Os treinadores vivem de resultados, mas não só… Decidi ser esta a altura para procurar um novo rumo, mesmo sendo difícil para mim dar este passo. Vivi momentos únicos em Cabo Verde que nunca esquecerei. Mas tudo tem limites e penso ser o mais sensato, em função das dificuldades que fomos sistematicamente vivendo", começou por explicar Rui Águas.

"A questão financeira foi a principal razão, porque os resultados e o ambiente com a equipa e adeptos era excelente. Apesar dos problemas, fomos trabalhando e aguentando as adversidades, só que tudo tem limites. Sinto que podia ter dado mais. As recentes eleições também não ajudaram. O projeto que me foi proposto acabou por ser alterado. Aquilo que seria o cargo de diretor-técnico, de tomar conta da seleção e de reestruturação do futebol do país, acabou por ficar pelas intenções. A minha influência foi muito mais relativa. Uma coisa é o prazer de estar num local onde o ambiente é excelente e onde as pessoas nos apoiam e respeitam. Outra coisa é a estabilidade que qualquer profissional precisa e que percebe claramente que não irá existir. Acredito que dificilmente voltarei a viver momentos de tamanha alegria e intensidade", comentou Rui Águas, que realizou 13 encontros no banco dos Tubarões Azuis, tendo disputado a CAN’2015.

Futuro passa pelo estrangeiro

"Tenho confiança que vão surgir oportunidades. Clube ou seleção? Se me dessem a escolher, seria clube. Mas a seleção é um trabalho que entendo muito bem. Em Portugal acho difícil, para já. África é um dos continentes onde o futebol é rei, apesar das muitas dificuldades que existem. África e Ásia, onde também já trabalhei, poderão ser os locais mais previsíveis para a minha continuidade", revelou o treinador português, de 55 anos .

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