Scolari sai do Bunyodkor e vai ser comentador
Luiz Felipe Scolari não parece cansar-se de aventuras na sua carreira. Aos 61 anos, e depois de já ter trabalhado em países como a Arábia Saudita, Kuwait, Japão, Portugal e Inglaterra, além do Brasil, resolveu abandonar o clube que orienta, o Bunyodkor, do Usbequistão.
Enquanto decide o que vai fazer a partir do início da nova temporada, que tanto pode ser no Brasil como novamente num país do Médio Oriente, aceitou o convite de uma cadeia de televisão sul-africana para fazer comentários durante o Campeonato do Mundo. Esperava-se que o antigo selecionador nacional (vice-campeão europeu em 2004) cumprisse até ao fim o contrato que o ligava até dezembro ao Bunyodkor, mas alegados problemas financeiros do clube precipitaram uma rescisão por mútuo acordo entre o líder Miradil Djalalov e o técnico brasileiro.
Assim, Scolari fica disponível a partir de 31 de maio e pode viajar tranquilamente para a África do Sul, com tempo mais do que suficiente para pensar por onde passará o seu futuro como treinador. Contratado no verão passado, cumpriu o principal objetivo, que era vencer o título do Usbequistão, mas falhou os jogos mais importante da Liga dos Campeões asiáticos, uma vez que a equipa foi ontem eliminada nos oitavos-de-final da competição, depois da derrota por 3-0 frente aos sauditas do Al Hilal.
Europa
Regressar ao velho continente é uma das possibilidades para Scolari, ainda por cima porque há dias foi falada a sua possível contratação por parte dos italianos da Juventus. Para trás fica a experiência bem sucedida em Portugal e uma outra menos conseguida no Chelsea. Orientar uma seleção está também nas expectativas de Luiz Felipe Scolari, mas tudo depende das respostas que receba durante o Mundial. Até lá, limita-se a assistir aos jogos na África do Sul e a fazer comentários para a televisão.
O treinador conduziu o Brasil ao último título mundial, em 2002, tendo este sido o momento mais relevante da sua carreira. No seu país, trabalhou ainda no Grémio, Cruzeiro e Palmeiras.