Sem casa, dinheiro ou amigos, Alex Song passou pelo inferno na Rússia: «Estava a ficar louco»

Camaronês esteve no Rubin Kazan e só quer esquecer a experiência

• Foto: Pedro Henriques
Alex Song passou por um ano de verdadeiro calvávio na Rússia. O jogador camaronês, que chegou a jogar no Arsenal e no Barcelona, veste hoje a camisola do Sion, na Suíça, e respira de alívio por ter conseguido deixar o Rubin Kazan, onde esteve na época passada.

Numa entrevista ao jornal inglês 'The Telegraph' o médio, de 31 anos, conta que o clube prometeu-lhe uma casa que nunca chegou a ver. "Quando assinei disseram-me que em breve teria uma casa, mas os meses foram passando e não houve casa nenhuma. Tiraram-me do hotel onde estava e passei a viver no centro de treinos; diziam que a casa estava a ser construída. Um dia falei com pessoa que supostamente estaria na construção, que me disse que não sabia de nada", contou.

Song explica que a cidade onde viveu durante dois anos até é agradável, mas o jogador não tinha amigos. "Há bons restaurantes, as pessoas são simpáticas, mas nunca saí porque não tinha amigos. Comia nas instalações do clube e estava sempre só. Estava a ficar louco, não chorava mas sentia-me muito ansioso e stressado."

O médio vivia fechado no quarto. "Passava o tempo todo sentado no quarto e nunca acendia a luz Estava sempre no computador, se televisão, porque não entendia nada de russo. A minha vida girava à volta do computador e do telemóvel; isto não é saudável. Para ser honesto, nem sei por que não acendia as luzes..."

Song relata que chegou a ser afastado da equipa entre setembro e dezembro supostamente por questões de dinheiro. "Queriam que os jogadores com os salários mais altos acabassem por ir embora e deixaram de nos pagar. O clube dizia que o dinheiro chegaria à minha conta, mas isso nunca acontecia. Tinha despesas e compromissos que precisava de pagar mas não recebia dinheiro algum. Tenho uma hipoteca em Londres e o banco perguntava-me pelo dinheiro. Esta foi a pior parte."

O médio camaronês recuperou os salários em atraso do Rubin Kazan (9 milhões de euros) e agora está feliz, na Europa. "Basicamente perdi um ano da minha carreira na Rússia. Agora voltei a ser feliz."
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