Sevilha tinha um detetive privado a seguir Maradona: «A casa dele parecia o El Corte Inglés»

'Charlie' conta que El Pibe tinha muitos 'amigos' que aproveitavam-se dele

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Quando em setembro de 1992 Diego Armando Maradona chegou ao Sevilha, o astro argentino já tinha a reputação de ter uma vida louca. Por isso o clube contratou um detetive privado, que acabou por ser uma sombra de El Pibe.

Charlie (nome fictício) contou agora à imprensa espanhola como era a vida de Maradona na Andaluzia. "A porta do centro de treinos abria e ele saía a voar, a 190 km/h", contou.

Um dos pontos de paragem do detetive era naturalmente a casa do jogador. "Só tinha uma entrada, era um chalet, o que era bom para nós. Estacionávamos um carro e fazíamos turnos. Mas a casa parecia o El Corte Inglés. Havia uns 18 ou 20 italianos e muitos argentinos a entrar e a sair."

"Eu ando nas ruas há uns 30 anos e sei que tipo de gente era aquela. Era um desastre", acrescentou Charlie, assegurando que Maradona "não tinha a típica vida de um atleta".

As amizades do futebolista também não eram as mais aconselhadas. "Era era muito amigo de um argentino que tinha uma churrasqueira. Havia ainda uns 15 italianos, o empresário e uns 10 ou 12 idiotas por trás dele. O Maradona era estúpido porque era boa pessoa, mas tinha muita gente a aproveitar-se dele."

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