Toni deixa Shenyang Jinde
Acabou a aventura chinesa. Toni e Carlos Azenha abandonaram ontem a orientação técnica da equipa do Shenyang Jinde, alegando desentendimentos com a Direcção do clube.
Para a saída da dupla técnica, foram apontadas duas causas: a "constante desautorização" e "interferência abusiva" na orientação da equipa, "como é o caso da planificação do treino", referem os técnicos num comunicado conjunto.
Durante a recente ausência de Toni, em Portugal, de férias, os problemas agravaram-se, então com o antigo preparador físico do Vitória de Setúbal à frente da equipa. "Como durante a minha ausência o Carlos (Azenha) não aceitou que fossem feitas alterações ao planeamento deixado por mim, nem admitiu que se verificassem alterações ao modelo de trabalho preconizado pelo treinador principal, foi dispensado dos seus serviços", explica Toni no comunicado.
A "dispensa" do adjunto sem a devida consulta a Toni, aliada às "interferências" no planeamento dos treinos, levaram o antigo treinador do Benfica "a pedir rescisão do contrato com justa causa".
Toni e Carlos Azenha, os primeiros portugueses a treinar na China, voltam amanhã a Lisboa e já colocaram um processo na FIFA contra o clube.
A melhor
Por seu lado, Carlos Azenha revelou que a saída "não tem a ver com os resultados desportivos", porque a equipa, que terminou na cauda da tabela em 2002, está a cinco pontos do líder, Yunnan Hongta, com o qual joga na primeira jornada da reabertura do campeonato, e em relação ao qual ainda tem um jogo em atraso. Aliás, o Shen Jinde foi eleita a melhor equipa chinesa da semana por duas vezes consecutivas.