«Um obsessivo, um louco»: Enzo Pérez lembra como Jorge Jesus mudou a sua carreira

Médio argentino trabalhou com o técnico português no Benfica entre 2011 e 2014

• Foto: Paulo Calado

Enzo Pérez deixou a Argentina no verão de 2011 para reforçar o Benfica, ainda regressou ao seu país (por questões familiares) cedido ao Estudiantes mas no verão de 2012 rumou à Luz em definitivo e recorda, em entrevista ao site da Taça Libertadores, o contributo decisivo de Jorge Jesus na sua carreira, nomeadamente na mudança de posição 'imposta' pelo português que treina atualmente o Flamengo.

"Quando voltei a Portugal o Benfica tinha vendido o Witsel, estava para vender o Javi García e a janela de transferências estava fechada. O Jorge Jesus chamou-me ao seu escritório e disse: 'Olha, o único médio que tenho e que pode fazer o que eu quero, pelas caraterísticas que tem, és tu. Estás preparado? Eu vejo que tens condições para isso'", conta o médio argentino.

"Eu respondi que não havia problema, mas ele tinha de entender que eu estava habituado a jogar por fora e que passar a jogar por dentro mudava completamente a minha perspetiva". A resposta de Jesus foi simples: "Fica tranquilo, vou fazer com que a tua carreira melhore e seja mais longa".

"Todos os dias mostrava-me vídeos dos camisolas 5 [médios centro] que tinha treinado e os movimentos que pretendia. Jogávamos num 4x4x2 e ele planeava os treinos conjuntos apenas a pensar em mim, para que eu me posicionasse corretamente", lembra o jogador de 34 anos, que cumpre a quarta época consecutiva no River Plate.

Enzo Pérez vê em Jorge Jesus - para quem perdeu recentemente a final da Libertadores da América - "um obsessivo, um louco", mas justifica: "houve predisposição minha e dele para continuar a melhorar. Foi sempre assim, continuou em 2013 assim e em 2014 igual. Em 2014 fui eleito o melhor jogador da Liga portuguesa na posição. A verdade é que termo-nos entendido mutuamente foi muito bom". 

Por tudo isto, Enzo Pérez considera Jesus um dos três treinadores mais importantes da sua carreira, a par de Alejandro Sabella e Marcelo Gallardo. "Foram os três técnicos que mais me marcaram. Não só a nível profissional, mas também a nível pessoal, o que agradeço muito" conclui o jogador.

Por André Antunes Pereira
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