Vai acabar o 'El Dourado' da China: novos regulamentos vão revolucionar o campeonato

Associação daquele país vai instituir um teto salarial, para jogadores locais e estrangeiros

Oscar, do Shanghai SIPG de Vítor Pereira, foi um dos estrangeiros que foi receber fortunas na China
Oscar, do Shanghai SIPG de Vítor Pereira, foi um dos estrangeiros que foi receber fortunas na China • Foto: Getty Images

Os tempos dos salários 'absurdos' que Carlos Tévez ou Óscar, por exemplo, foram receber quando aceitaram propostas da China está a chegar ao fim. A Associação de futebol daquele país vai instituir um teto salarial tendo em vista o campeonato de 2020, com significativas reduções nos salários dos jogadores locais mas também estrangeiros: os futebolistas chineses poderão auferir no máximo 1,3 milhões de euros brutos e os que vêm do exterior ficarão pelos 3 M€ limpos por temporada. Para se ter uma ideia da diferença, basta recordar que o avançado argentino foi para a China em 2017 para receber algo perto dos 40 M€ por temporada...

Mas as medidas de contenção não se ficam por aqui. Os orçamentos para a época não poderão exceder os 142 M€, sendo que os salários nunca poderão constituir uma fatia superior a 60 por cento desse valor. Porém, os emblemas mais endinheirados poderão, de certa forma, contornar esta regulamentação através dos bónus, que não estão abrangidos pelas novas leis e, assim, ficam com margem para 'aliciar' algumas estrelas.

"Os nossos clubes queimaram demasiado dinheiro e o nosso futebol não caminha num rumo sustentável. Se não tomarmos medidas o quanto antes, receio que isto colapse", avisou o presidente da Associação de Futebol Chinesa, Chen Xuyuan. Os clubes chineses, na generalidade, concordaram com estas medidas, principalmente os mais pequenos. "Não poderão funcionar a perder milhares de milhões de ienes todas as épocas. Um teto salarial será benéfico a longo prazo", vincou Yang Nan, responsável pelo Henan Jianye.

O campeonato chinês beneficiou nos últimos anos de um investimento do setor privado, que permitiu a contratação de algumas estrelas da Europa e América do Sul. Contudo, o futebol local pouco beneficiou ao nível do seu desenvolvimento, com a seleção chinesa continuadamente a falhar os apuramentos para os Mundiais - a última presença foi em 2002.

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