Xavi Simons e o momento da grave lesão: «Senti o joelho a sair do lugar e a encaixar-se...»
Médio holandês do Tottenham rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito e ficou fora do Mundial
Xavi Simons, médio do Tottenham e craque da seleção holandesa, foi uma das principais figuras a ficar de fora do Campeonato do Mundo devido a lesão. O criativo de 23 anos, que no último verão trocou o Leipzig pelos spurs a troco de 65 milhões de euros, rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito a quatro jornadas do fim da Premier League, numa altura em que o clube estava a lutar pela permanência, falhando assim o certame das Américas. Aos canais do Tottenham, Xavi Simons fala sobre o momento da lesão e confessa que viveu um autêntico inferno.
"Era uma jogada que já tinha feito talvez 10 mil vezes na minha vida. Senti as pernas pregadas ao chão enquanto o meu corpo se desviava para o outro lado. Disse a mim mesmo: 'Deixa-me ver se aconteceu alguma coisa, deixa-me levantar.' Tentei levantar-me e mover-me na direção de... mas, nesse momento, senti o joelho a sair do lugar e a encaixar-se. Foi aí que percebi que tudo tinha acabado. Os médicos chamaram-me e disseram-me: 'Xavi, lamento, mas é o ligamento cruzado anterior'. Ao ouvir isso, senti como se todo o meu corpo desmoronasse", explica o jovem jogador, que teve na família a principal base de apoio.
"Chorava... no dia seguinte, a minha mãe veio a minha casa. Lembro-me de estarmos sentados à mesa de manhã e eu continuar a pensar que estava a perder o mais importante: ajudar o meu clube a lutar para evitar a despromoção. Ela disse-me: 'Xavi, pára. Já está feito. Já não podes fazer nada. Aconteceu isto, tens de aceitar e seguir em frente. As coisas acontecem por alguma razão na vida e tens de ver as coisas assim'. Disse-me isto olhando-me nos olhos. A partir desse momento, a minha mentalidade mudou", conta.
Ainda assim, Xavi Simons conta que o pós-operatório foi doloroso. "Os primeiros quatro dias foram os piores da minha vida. Não conseguia dormir. Não comi nada durante uma semana. Sentia dores terríveis, vomitava, tinha tonturas... foi terrível. Não desejo a ninguém passar por essa dor. Não sei como será para outros jogadores, mas, no meu caso, era como se todo o meu corpo se perguntasse: 'O que está a acontecer? Tenho 23 anos, nunca estive de baixa. Isto nunca tinha acontecido antes, por que razão agora?'. Acho que foi assim que o meu corpo reagiu", afirma, sublinhando que o pior já passou, embora o regresso à competição ainda esteja distante nesta fase.