Unidos vencerão?

Objetivo é organizar o Euro’2024, apelando à aliança entre as pessoas em torno da competição

• Foto: Fernando Ferreira
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Unidos pelo futebol. No coração da Europa. As duas frases são a imagem de marca da Alemanha na corrida à organização do Euro’2024, numa candidatura que foi apresentada ontem à imprensa em Munique - Record foi o único órgão de comunicação de social português no evento. Os alemães concorrem com a Turquia e a decisão será anunciada pela UEFA a 27 deste mês. "O futebol tem a capacidade de unir as pessoas, independentemente da origem. Queremos que, com o Europeu na Alemanha, os fãs beneficiem do poder do futebol em todas as gerações, comunidades e fronteiras", pode ler-se no programa oficial.

A ideia dos alemães surgiu em… 2013, ou seja 11 anos antes da competição. Seguiram-se muitos meses de trabalho até à proposta final. "Demos bons argumentos à UEFA para recebermos o Euro’2024. Acredito que será uma decisão transparente e imparcial e que será uma escolha de acordo com o que é melhor para o futebol. Somos um país com uma estrutura política e financeira sólida", garantiu Reinhard Grindel, presidente da federação alemã, recorrendo ao passado para reforçar a confiança na capacidade do país. "Mostrámos a todos, no Mundial’2006, que podemos receber um grande torneio. Ainda hoje viajo pelo Mundo e as pessoas dizem-me que foi uma grande competição", atirou o dirigente.

O embaixador

Em campo, nesse ano, esteve Phillipe Lahm. Agora, o ex-jogador do Bayern, de 34 anos, assume o papel de embaixador da candidatura do Euro’2024. "Em 2006 vi como a sociedade alemã se uniu em torno do Mundial. Por isso, percebi que tinha de participar nesta corrida à organização do Campeonato da Europa", confessou Lahm, que se retirou dos relvados no ano passado.

O Allianz Arena, casa do alemão durante anos, ao serviço do Bayern, é um dos dez estádios. Uns foram construídos por ocasião do Mundial de 2006, enquanto outros, mais antigos, sofreram reconstruções. Berlim, Estugarda, Frankfurt, Dortmund, Düsseldorf, Gelsenkirchen, Hamburgo, Colónia e Leipzig são as outras cidades integrantes da candidatura. "Reduzimos de 18 para uma dezena. Escolhemos os melhores", atirou Reinhard Grindel. Frankfurt, com cerca de 48 mil lugares, é o recinto com menor lotação. E quanto à moldura humana, a previsão da candidatura alemã aponta para, no mínimo, 2 milhões e 800 mil adeptos nos estádios durante a prova.

Partilhar e celebrar o futebol

Os alemães assentam a candidatura em três áreas: crescimento, partilha e celebração do futebol. "Podemos garantir receitas sustentáveis, com o apoio de patrocinadores. Temos estádios e outras infraestruturas e temos as pessoas", defendeu o líder da federação alemã.

Friedrich Curtius, secretário-geral da entidade, realçou outro dos aspetos mais defendidos pela organização:. "Já provámos que podemos organizar um grande torneio. Temos o conhecimento e experiência, mas queremos partilhar tudo o que sabemos com outras associações, antes, durante e depois do Euro’2024." Por fim, a festa. "Futebol sem os adeptos não é nada. Queremos oferecer uma experiência fantástica aos adeptos, num país que está no centro da Europa. Seja de carro, comboio ou avião, todos conseguem facilmente chegar à Alemanha", registou Curtius.

A candidatura engloba ainda um programa com projetos em oito áreas de ação, como inovação digital, ambiente e saúde. Por exemplo, a ideia é ter estádios livres do fumo do tabaco e com comida saudável.

Por David Novo
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