Infantino diz que tributos na Bundesliga a George Floyd merecem "aplausos e não sanções"

Presidente da FIFA considera que é preciso dizer não à violência

• Foto: Reuters

As homenagens que alguns futebolistas renderam na Alemanha a George Floyd, afro-americano que morreu na semana passada em Minneapolis, nos Estados Unidos, devem ser "aplaudidas e não sancionadas", defendeu esta terça-feira o presidente da FIFA, em declarações à AFP.

"De forma a afastar qualquer mal-entendido no que concerne a competições da FIFA, os recentes protestos de jogadores em jogos da Bundesliga [Liga alemã de futebol] devem ser aplaudidos e não sancionados", exprimiu Gianni Infantino, em comunicado enviado à agência de notícias francesa.

No mesmo comunicado, o presidente da FIFA foi perentório: "Temos de rejeitar qualquer forma de racismo e de discriminação. Temos de dizer 'não' à violência e a todas as formas de violência".

Na segunda-feira, a FIFA já tinha apelado ao "bom senso" na aplicação de possíveis castigos a jogadores que homenageiem durante os encontros o norte-americano George Floyd, que morreu em 25 de maio, depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção.

A reação de Gianni Infantino e da FIFA surge depois de a Federação Alemã de Futebol (DFB) ter admitido que os jogadores que, no último fim de semana, prestaram tributo ao cidadão norte-americano podem ser castigados.

"O regulamento da International Football Association Board [órgão que define as regras do futebol], adotado pela DFB para a temporada 2019/20, indicou que o equipamento [dos jogadores] não podem ter nenhum 'slogan', mensagens ou qualquer imagem de caráter político, religioso ou pessoal", disse a DFB, em comunicado divulgado na segunda-feira.

O norte-americano Weston McKennie, do Schalke 04, e Jadon Sancho e Achraf Hakimi, do Borussia Dortmund, usaram mensagens nos equipamentos, enquanto o francês Marcus Thuram, do Borussia Monchengladbach, ajoelhou-se depois de marcar um golo, um gesto muito usado na defesa dos direitos dos negros.

Contudo, o presidente da DFB, Fritz Keller, referiu que "é intolerável que as pessoas sejam discriminadas pela cor da sua pele", dizendo que as vítimas de racismo têm a solidariedade do organismo.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis, no estado do Minnesota, depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos quatro mil pessoas foram detidas e o recolher obrigatório foi imposto em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque, mas diversos comentários do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra os manifestantes têm intensificado os protestos.

Os quatro polícias envolvidos no incidente foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi detido, acusado de assassínio em terceiro grau e de homicídio involuntário.

A morte de Floyd ocorreu durante a sua detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.

Por Lusa

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