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Deniz Undav e o duelo com o FC Porto: «Há jogos que nos deixam mais tensos, mas isto não me dá a volta aos intestinos»

Deniz Undav, jogador do Estugarda
• Foto: José Gageiro/Movephoto

O Estugarda entra em campo esta quinta-feira frente ao FC Porto em desvantagem na eliminatória dos 'oitavos' da Liga Europa (2-1). O marcador do golo dos alemães na primeira mão, Deniz Undav, referiu que esse foi um "resultado difícil de digerir", mas que a equipa sabe a tarefa que tem em mãos e que é importante manter a "cabeça fria" para o jogo que irá decidir quem passará aos 'quartos'. 

 “Nunca joguei em Portugal, mas sabemos como são os adeptos portugueses e vamos ter um estádio cheio. Já jogámos no Santiago Bernabéu, em Turim e sabemos como é jogar em ambientes tensos. Não haverá influências exteriores", sublinhou o ponta-de-lança, de 29 anos, que está à porta da convocatória para a seleção Mannschaft: "Dormi bem com isso, deitei-me cedo e correu tudo normal. Distrações? De todo, a convocatória vai ser oficial, mas acho que a maior parte já sabe se irá ou não, não haverá surpresas entre nós. O que interessa é o jogo com o FC Porto e que temos de vencer por dois golos."

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Estão todos os detalhes preparados? "Sabemos o que o FC Porto pode fazer e podemos prevenir as situações. Foram bons os duelos que disputámos com eles na Alemanha e neste jogo será igual. Os nossos jogadores vão tentar, desta vez, ganhar eles todos os duelos e veremos o que acontecerá a partir daí."

Como está o espírito de equipa? "A equipa está com vontade de passar e com o objetivo coletivo bem vincado. Todos querem ir para os 'quartos' e vencer. Se temos um ritual? Nem por isso, queremos ganhar por dois golos e é isso que está fixado na nossa cabeça. Estamos com energia e espero que, no jogo, a consigamos colocar toda em campo."

Há detalhes a alterar para o jogo? "Não, acho que é preciso manter a concentração. Todos têm de tomar decisões com a bola e isso será fulcral para o resultado. Nós já jogámos com adversários difíceis, sabemos bem o que o FC Porto é e que se enquadra nesses aspetos. Em teoria, não temos nada a perder, só a ganhar. Esperemos que possamos vencer por dois golos. Não será fácil, mas todos vão remar para o mesmo lado."

Há que marcar, mas também que ter cuidado. Como vai ser esta mistura? "Não sou o treinador e não sei o que ele disse. Mas tenho a certeza de que vai encontrar um bom equilíbrio, até eu estou entusiasmado para saber mas, independentemente do treinador, se for defensivo ou não, podemos ganhar. O objetivo é marcar mais do que um golo, porque queremos é ganhar."

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Parece sempre tão tranquilo. Tem algum mecanismo para tal? "O meu estado de espírito não se resume à conferência. Sou descontraído e só quando o árbitro apita é que me concentro. Não preciso de muita preparação para estar pronto. Eu não preciso de estar sempre a correr para a casa de banho antes ou depois dos jogos. Jogamos futebol a vida toda, já jogámos contra equipas mais fortes e com mais tensão nas bancadas. É claro que aqui e ali há jogos que nos deixam mais tensos do que outros, mas isto não me dá a volta aos intestinos."

Enerva-te haver burburinho em torno da convocatória da Alemanha? "Não, faz parte. Fala-se de mim e o que for bom para a seleção é bom para o Estugarda. É natural que o meu desempenho chame à atenção do selecionador, anda tudo de mão dada.”

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Por João Albuquerque
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