André Silva: «O meu pai cortava a água quente para pouparmos dinheiro»
Internacional português, a alinhar no Leipzig, em entrevista à Sábado
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Em Leipzig, na Alemanha, André Silva, substitui a praia por passeios na floresta e por banhos nos lagos. Não dispensa a companhia dos pais. Os mesmos que, em criança, lhe cortavam a água quente para não gastar gás e que o puseram no futebol para que aprendesse a partilhar.
André Silva estava chateado quando falou com a Sábado. A razão? Na véspera tinha falhado um penálti no empate (2-2) contra o Paris Saint-Germain, na Liga dos Campeões. Numa tarde chuvosa, em Leipzig, o avançado falou das suas raízes e da sua vida na Alemanha. Começou a jogar no Salgueiros, aos 8 anos, quando Cristiano Ronaldo fazia os primeiros jogos em Manchester. Aos 15, foi para o FC Porto, tendo sido lançado assiduamente na primeira equipa por José Peseiro. Assinou pelo AC Milan por 38 milhões de euros mas não foi feliz em San Siro: 10 golos em 40 jogos. Foi emprestado ao Sevilha e depois ao Eintracht Frankfurt, que acabou por adquirir o seu passe. Em 2020/21, bateu o recorde de golos numa só época na história do clube: 28, ficando à frente de Erling Haaland e apenas atrás de Lewandowski na tabela dos melhores marcadores da Bundesliga.
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