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Já não tem as famosas tranças que fizeram furor no início de carreira e a idade também é outra, mas a alegria dentro das quatro linhas ainda continua intacta. Vagner Love, que entra nos 'entas' na próxima terça-feira ao celebrar o 40º aniversário, deu uma extensa entrevista ao Globoesporte na qual passou vários temas em revista, como os desafios que tenciona abraçar fora do futebol, os locais onde mais gostou de viver e a curiosidade em experimentar algo que lhe faça sentir "adrenalina", entre outros.
Olhando já para o último tema, o avançado brasileiro do Atlético Goianiense, que leva sete golos e duas assistências nos últimos 23 jogos, demonstrou ter um lado mais aventureiro, que para muitos talvez seja desconhecido. "Eu sou uma pessoa que viaja bastante, graças a Deus. Nos últimos anos estive no Dubai, Punta Cana, Cancún... procurei sempre fazer viagens com a família, com amigos. Mas tenho vontade de fazer outras coisas. Quero saltar de paraquedas. Olha a loucura. Eu tenho vontade de saltar de paraquedas, de saltar de asa delta. Sentir essa adrenalina. Vou fazer em breve", afirmou o avançado brasileiro, que também já tem planos para o final de carreira, sendo que um dos principais é mesmo substituir as chuteiras... por aventais e panelas.
"Eu queria fazer uma coisa totalmente diferente. Eu brinco em casa e digo que vou fazer um curso de culinária. Porque eu gosto de fazer algumas coisas na cozinha, gosto de fazer churrasco, é uma coisa que me chama a atenção. Se eu puder sair do futebol e seguir um outro caminho totalmente diferente... eu gostava. Encanta-me trabalhar com carne. Também gosto de fazer um risoto de vez em quando, também gosto de fazer uma macarronada mais diferente. Eu já arrisquei e deu certo", conta.
Vagner Love estreou-se na elite em 2002 e ainda dá cartas no futebol profissional, sendo 'dono' de uma carreira duradoura e recheada de multiculturalismo, dadas as diversas experiências que teve fora do Brasil, em países como a Rússia, Dinamarca, China, França, Turquia e Cazaquistão. Perante tal cenário, a pergunta sobre onde mais gostou de morar tinha que surgir. A resposta foi peremtória... mas parece não ser consensual na família.
"O Brasil é um lugar incrível, mas a Turquia... que país sensacional. Em relação ao viver, à comida, ao andar na rua, a Turquia é incrível. Foi um dos lugares onde eu mais gostei de morar, tirando o Rio de Janeiro, que é a minha cidade. Se me perguntares em qual desses lugares eu voltaria a morar, eu diria Turquia. A minha esposa não. Eu perguntei-lhe isso há pouco tempo e ela respondeu Cazaquistão. O Cazaquistão é incrível. A cidade onde morávamos, Almati, era uma cidade incrível, moderna, que tinha de tudo. Todo a gente diz: caramba, Cazaquistão? Também pensei o mesmo quandor ecebi a proposta", disse o 20 vezes internacional pela canarinha, 'riscando' prontamente um destino.
"A Dinamarca. Copenhaga, que é a capital, é sensacional. Eu morei em Erne. Acho que tinha 50 mil ou 40 mil habitantes. Às 19h00 é de noite e está tudo fechado. Faz muito frio e no inverno escurece cedo. Nessa cidade eu questionava-me: o que eu vou fazer aqui? No inverno, além da neve e da chuva, fazia vento. Na Rússia até era bom para treinar, mas na Dinamarca não dava, parecia que o vento estava a entrar dentro do teu osso. Eu dizia: 'isto não é possível, isto aqui não pode ser normal'. Foi uma experiência nova, mas acho que é o único lugar onde não voltaria."
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