Ancelotti defende-se das críticas: «Não me lembro de um ano em que a expectativa não estivesse alta na minha carreira»

Carlo Ancelotti, selecionador do Brasil
• Foto: LUSA_EPA

A chegada de Carlo Ancelotti à seleção brasileira foi acompanhada de uma onda de euforia, mas os resultados, bem como as exibições, não têm acompanhado a esperança coletiva do povo brasileiro. Depois da dececionante eliminação nos 'oitavos' do Mundial, aos pés da Noruega, o 'escrete' continua a demonstrar algumas fragilidades, algo que, aos dias de hoje, muitos esperavam que já não acontecesse. Contudo, o técnico italiano defende-se das críticas e relembra que a seleção está em processo de reformulação.

"A prioridade agora é construir uma nova geração que possa acompanhar o Brasil para a Copa América e para o Mundial. Pode ser que hoje os 26 convocados não sejam os melhores absolutos, mas faz parte do processo. A nossa função é acompanhar os atletas de perto. Estamos a trabalhar para a seleção ser protagonista. A expectativa de ser treinador da seleção é muito alta, aqui tem de se ganhar o Mundial. Não me lembro de um ano em que a expectativa não estivesse alta na minha carreira. Tem de estar sempre alta e temos de dar o máximo pelo nosso trabalho", disse o timoneiro da canarinha, que irá amanhã reencontrar a Austrália - empataram a um golo há 3 dias - e a Índia, dia 3 de outubro.

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Quanto a um possível relaxamento nesta pausa internacional por apenas ter que disputar particulares, Ancelotti afasta esse cenário. "Ninguém na equipa técnica, nem os próprios jogadores, pensa que vamos jogar apenas um particular. Pensamos que vamos representar um país enorme, uma camisola enorme. Para nós, um jogo do Mundial e um contra a Austrália são iguais. Representamos a maior seleção da história do futebol", disse o técnico de 67 anos.

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