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Tiago Orobó vive hoje a melhor fase da sua carreira. O avançado do América-RN é o melhor marcador do Brasil em 2020, com 12 golos - 8 marcados no Campeonato Estadual e 4 na Taça do Nordeste -, mas não esquece de onde veio e as dificuldades por que passou.
No ano passado esteve 5 meses desempregado, mas nunca pensou em desistir do futebol. "Foi a primeira vez que passei por isto. Fiquei muito triste porque na minha cidade havia aquele 'fala fala' a todo momento. É muito chato. Algumas pessoas questionavam se eu ainda voltaria a jogar. Foi duro, mas nunca pensei em desistir", contou Tiago Orobó, de 26 anos, à ESPN Brasil.
Isto aconteceu depois de ter jogado no Paranaense e no Maringá-PR, tendo chegado a negociar com dois clubes estrangeiros, sem sucesso. "Treinava por conta própria todos os dias com meus amigos. Jogava 'pelada', à espera que alguma coisa acontecesse. Foi muito difícil, mas não cheguei a desistir. O pouco dinheiro que tinha juntado já estava a sair para ajudar minha família."
E ajudar a família foi aquilo que sempre fez. Tiago recorda a infância difícil, com pouco dinheiro em casa. O pai trabalha com o 'jogo do bicho' e a mãe está desempregada há 10 anos devido a um problema na coluna. Tiago arranjou trabalho numa padaria. "Fazia um pouco de tudo lá dentro: entregava pão, limpava o chão e ia também para a caixa quando era preciso. No final do serviço, levava uns pães para casa", recorda.
Tiago subiu a pulso no futebol. Passou por muitas necessidades e até por uma aventura no Kuwait, em 2018. "Tive muitas dificuldades por a comida, a língua e a cultura serem totalmente diferentes. Eu não sabia falar inglês. Fui campeão da Taça do Príncipe e o segundo melhor marcador do clube, com 8 golos. Depois, fui para o Maringá-PR e para o Paranaense, no ano passado. Lesionei-me e não tive muitas hipóteses depois", relatou.
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