Leonardo Jardim responde aos adeptos do Cruzeiro: «Criaram ódio em relação a mim porque é mais fácil»

Leonardo Jardim responde aos adeptos do Cruzeiro: «Criaram ódio em relação a mim porque é mais fácil»

Leonardo Jardim regressou a Belo Horizonte com o Flamengo para defrontar o Cruzeiro, a sua antiga equipa. O encontro da 1.ª mão dos 'oitavos' da Libertadores terminou com no marcador, mas o foco esteve na tensão entre os adeptos da raposa e o técnico português. Da bancada ouviram-se insultos e os adeptos mostraram notas falsas com a cara de Jardim com nariz de Pinóquio. Isto por não perdoarem a mudança do treinador para o Mengão depois de este ter prometido que não treinava outra equipa no Brasil sem ser o Cruzeiro.

Após o encontro, na conferência de imprensa, Jardim falou sobre o "ódio" que sentiu dos adeptos e deixou algumas clarificações sobre a sua saída da formação mineira.

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"Tenho um carinho especial pelos adeptos do Cruzeiro. Mas, pena minha, houve pessoas que criaram um ódio muito grande. Criaram um ódio em relação a mim porque é mais fácil na vida  escondermo-nos do que encarar a verdade. Mas eu estou muito tranquilo comigo próprio e acho que os adeptos fizeram o papel deles. Agora eu quero falar dos nossos adeptos que vieram aqui, gritaram, apoiaram a equipa. Para mim, é o que há a destacar", começou por dizer o técnico madeirense, que deixou assente que não abandonou o clube apenas por vontade própria: "Eu não abdiquei. As duas partes abdicaram. É fácil vender a ideia de que só eu abdiquei".

Acerca das juras de amor eterno ao Cruzeiro, o antigo treinador do Sporting e do Sp. Braga explicou que no momento em que fez essas declarações pensava que o seu futuro seria no Médio Oriente. Dessa zona do globo não surgiu uma oferta, mas apareceu o Flamengo.

"Eu pensava que ia ficar mais tempo no Brasil. Acabou por não acontecer e, como eu já disse, as duas partes entenderam não continuar. Quando disse isso, a minha ideia não era voltar ao Brasil, sinceramente. Acabou por não haver espaço no Médio Oriente, que era o que eu pretendia. Apareceu o Flamengo e ninguém pode dizer não ao Flamengo. Queira ou não, é o maior clube da América do Sul. Ninguém pode dizer não ao Flamengo. Por isso, aceitei voltar ao Brasil. Já pedi desculpas em relação a essa situação de ter dado uma opinião de que não voltava e voltei atrás na minha palavra", remata.

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Por André Teixeira
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