ADN identifica corpos da tragédia no Flamengo

Reconhecimento de quatro das dez vítimas mortais pode levar meses a ser finalizado

• Foto: DR

Dois dias depois do incêndio que devastou o centro de estágios do Flamengo, no Ninho do Urubu, do qual resultou a morte de dez jovens jogadores da formação rubro-negra, começam a surgir novos desenvolvimentos da tragédia. Seis corpos - Arthur Vinícius, Bernardo Pisetta, Pablo Henrique, Vitor Isaías, Gedson Santos e Athila Paixão - foram identificados através da dentição e já foram entregues às famílias. Contudo, as restantes quatro vítimas só devem ser reconhecidas pelo ADN.

O Instituto Médico Legal (IML) está a tentar identificar, recorrendo a inúmeras vias, os corpos de Jorge Eduardo, Christian Esmério, Samuel Rosa e Rykelmo Viana, mas os mesmos estão demasiado desfigurados e tal só deverá ser possível analisando o ADN de cada corpo, um processo que pode levar meses a ser concluído.

Jonathan em estado grave

Cauan Emanuel e Francisco Dyogo estão a recuperar a bom ritmo e devem receber alta brevemente. Porém, o estado de Jonathan Ventura - terceira vítima que sobreviveu ao incêndio no Ninho do Urubu - ainda é considerado grave e inspira outros cuidados. Além de ter 30% do corpo queimado, o jovem central, de 15 anos, inalou muito fumo e está a receber tratamento para evitar lesões nas vias respiratórias. Jonathan está sedado e vai permanecer no hospital durante os próximos dias.

Sobrevivente relata terror

Kayque Soares, um dos atletas que escapou ao incêndio, relatou os momentos de terror. "Foi um desespero muito grande. Só se via fumo. Eu estava a dormir e só ouvia barulho. Quando me levantei tinha outro colega a dormir a meu lado. Fugimos os dois... ainda queimei a perna", contou à imprensa brasileira.

Por Daniel Lopes Monteiro
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