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Agrediu a soco, despiu e humilhou: o depoimento do assassino do jogador do S. Paulo

Imprensa brasileira teve acesso à confissão de Edison Brittes, empresário que matou Daniel Correa, de 24 anos

A imprensa brasileira teve acesso ao depoimento de Edison Brittes Júnior, o homem que confessou ter assassinado brutalmente Daniel Correa - jogador do São Paulo que foi encontrado no mato, degolado e sem os genitais, no Paraná - e revela mais pormenores sobre o caso.

O empresário conta que tudo aconteceu no dia do aniversário da filha, Allana Brittes, que se encontra detida, juntamente com a mãe. Houve uma festa numa discoteca, onde foram consumidas 35 garrafas de vodka e onde estiveram 80 pessoas, incluindo o futebolista, de 24 anos. 

No fim da festa, por volta das 6h30, Edison, a mulher, a filha e um casal de primos que estava hospedado em sua casa abandonaram o local. Contou que a filha pretendia fazer uma 'after party' em casa, mas que não deu autorização, pois Allana estaria embriagada. Mas depois acabou por aceitar. Houve convidados que quiseram seguir com eles, mas como não cabiam no carro, deslocaram-se à residência dos Brittes pelos seus próprios meios.

O casal Brittes
Edison explica que quando chegou a casa cozinhou dois ovos para a mulher, Cristiana, e que a filha e os primos ficaram no salão de festas. Cristiana terá comido e ido depois dormir, mas antes de se deitar ainda subiu a uma mesa e dançou um pouco. Depois, foi-se deitar e fechou a porta do quarto.

Chegada de Daniel

O empresário adianta que depois da mulher se deitar chegaram duas jovens, acompanhadas por outro rapaz e Daniel. Afiançou ainda que o futebolista não fora convidado para ir a sua casa.

Edison contou que foi a um mercado próximo comprar uma garrafa de vodka e uma bebida energética. Em casa preparou uma bebida e percebeu, então, que Daniel não se encontrava nas imediações. Explicou que o rapaz estava sempre a mexer no telemóvel e calculou que ele estivesse com uma amiga de Allana.

Depois, decidiu ir ver como estava a mulher e ao aproximar-se do quarto teria ouvido Cristiana gritar por socorro duas vezes. Disse que só ele podia ter ouvido as preces da mulher, uma vez que era único que estava próximo da porta. 

Numa entrevista tinha dito que tinha arrombado a porta do quarto, mas à polícia contou que tinha ido ao exterior da casa, espreitar pela janela, e que tinha visto Daniel "montado" em cima de Cristiana, de joelhos.

Edison, que já teria um homem com ele nessa altura, diz que entrou pela janela, que agarrou Daniel pelo pescoço e que o deitou ao chão, pelo lado esquerdo da cama. 

Daniel teria dito então "desculpa, não sei o que estou a fazer aqui, não se o que está a acontecer". Edison chamou então as pessoas que estavam na festa "para ver o que aquele vagabundo estava a fazer", acrescentando que ele estava a tentar violar Cristiana. Edison garante que apenas imobilizou o futebolista e que não o agrediu. 

Um dos homens que estava na festa arrombou a porta do quarto e outros rapazes também entraram. Edison, antigo praticante de jiu-jitsu, disse então que começou a agredir Daniel com socos e cotoveladas, segurando-o pelo pescoço com uma mão e batendo com a outra. Daniel terá tentado libertar-se mas o empresário agrediu-o ainda mais.

Os rapazes presentes questionaram Daniel e agrediram-no também, segundo o mesmo depoimento de Edison. O empresário pediu então que o tirassem do quarto e o levasse para a parte traseira da casa, onde o agrediram outra vez. As mulheres pediam para pararem com as agressões (eram quatro homens no total a bater no jogador), mas não tiveram sucesso.

Humilhação

O marido da suposta vítima de violação contou que um dos rapazes teve então a ideia de tirar as cuecas a Daniel, mas que não foi ele quem despiu o jogador. Edison explicou que a sua intenção era "humilhá-lo pela desonra" e então teve a ideia de o meter na bagageira do carro e largá-lo na rua, todo nu. Pensou filmá-lo nessas condições. Quatro homens entraram no carro, com Daniel na bagageira, e arrancaram.

Edison não quis especificar o que aconteceu depois, resguardando-se no direito de se manter em silêncio. Garantiu, no entando, não ter estado no local onde o corpo foi encontrado. Não quis falar da forma como Daniel morreu, dos genitais cortados nem dos cortes no pescoço. Não respondeu se algum dos outros ocupantes da viatura teria participado na morte do jogador e disse não se lembrar em que momento trocou de roupa.

Sobre o telemóvel de Daniel, o empresário referiu que o aparelho foi partido por um dos rapazes que o acompanhou e que o atirou pela janela.

Disse ainda que só tinha visto Daniel em duas ocasiões: na festa de aniversário da filha no ano anterior e agora. 

Encontro no centro comercial

Mais tarde, Edison ter-se-á encontrado com os outros três homens num centro comercial, supostamente para combinarem a história que contariam à polícia, mas o empresário disse às autoridades que a sua intenção foi apenas garantir-lhes que assumiria toda a responsabilidade pelo crime e nega ter ameaçado qualquer um deles.

Recorde-se que dois dos rapazes que estiveram com Edison no carro contaram à polícia que a intenção inicial de Edison era de facto humilhar Daniel, mas quando viu no telemóvel do jogador as fotos de Cristiana na cama, que ele partilhara com os amigos no WhatsApp, perdeu a cabeça, mudando o rumo.

Acrescentaram os dois rapazes que Edison levou Daniel para o meio do mato sozinho. Foram ameaçados de que lhe aconteceria o mesmo se abrissem a boca...
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