Aprovado pelo Real Madrid e comparado a Maradona, agora trabalha numa empresa de reciclagem

Pety, hoje com 22 anos, tem uma carreira recheada de 'quases' mas não desiste do seu sonho

• Foto: DR Record

Luís Henrique dos Santos, conhecido como 'Pety', fez testes no Betis e no Real Madrid em 2012, tinha apenas 14 anos. Acabou por não ficar em nenhum dos clubes devido problemas burocráticos e hoje o brasileiro, de 22 anos, trabalha numa fábrica de reciclagem em Minas Gerais. A carreira no futebol foi fugaz e Pety fala em traições. Ele que chegou a ser comparado a Maradona pela imprensa italiana, em 2009, acabou por não vingar no mundo da bola. Mas não desiste.

"Um empresário viu um vídeo que meu pai colocou no YouTube, na altura eu tinha uns 8 ou 9 anos, e levou-me, juntamente com a com minha família, para fazer um teste no Olé Brasil, uma equipa de Ribeirão Preto. Ele gostou do meu futebol e acabei por jogar entre três e quatros anos no clube", recorda, numa reportagem publicada pelo site UOL.

Depois, o médio ofensivo fez um teste no Cruzeiro e foi aprovado. Mas pelo meio ainda foi a Espanha para ser avaliado pelo Betis. Agradou, mas questões burocráticas impediram-no de ficar em Sevilha, pois no país vizinho os menores de 18 anos nascidos fora da Europa têm de ter um parente responsável no país, o que não era o caso.

Depois, surgiu o telefonema do Real Madrid. "Estávamos num restaurante, já com as passagens de regresso ao Brasil compradas, e do nada surgiu uma ligação dos tipos do Real Madrid. Era para eu ficar um mês com eles e disputar até campeonatos", contou Pety.

Na mesma semana, tirou fotos no clube, publicou imagens de treinos e já se considerava jogador merengue... mas o destino também não quis que ficasse em Madrid. Era necessário que o clube suportasse a presença da família na capital espanhola, o que não aconteceu.

"O meu empresário disse-me que eu tinha sido aprovado, mas que ia para o Cruzeiro e que quando tivesse 18 anos voltava", recorda Pety.

Só que não voltou. Esteve dois anos e meio do Cruzeiro mas acabou por deixar o clube por problemas disciplinares. "Fui mandado embora por irresponsabilidade minha. Eu não ia à escola e essas coisas... Eles não tinham nada a apontar-me dentro de campo. O meu problema era mais na questão escolar", admitiu.

Passou depois por clubes como Flamengo, Botafogo e Goiás, mas acabou a trabalhar numa fábrica de reciclagem de papelão e plástico. O sonho de ser profissional de futebol mantém-se. "Trabalho como ajudante geral numa empresa de reciclagem, mas o meu sonho é voltar a jogar. Só preciso de uma oportunidade para mostrar o dom que Deus me deu..."


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