Armando Evangelista apresentado no Goiás: «O desafio do futebol brasileiro é muito aliciante para nós»

Treinador é o 7.º português no Brasileirão

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• Foto: Goiás

Armando Evangelista foi, esta segunda-feira, apresentado como o novo treinador do Goiás, e acabou por revelar que um dos motivos que o fez rumar ao Brasileirão foi a vontade de "sair da zona de conforto".

O que o levou a deixar Portugal para rumar ao Brasil?: "Estava num projeto [Arouca] que tinha três anos, projeto esse que, quando iniciei, havia a exigência de subir à nossa 1.ª Liga e estabilizar o clube. O que fizemos foi subir, primeiro ano manutenção, e neste último acesso à Conference League. Depois disso, houve conversas relativas a uma eventual renovação, poder fazer mais três anos, mas a verdade é que me sentia confortável demais para o que são as minhas ambições. Precisava de um novo desafio. Sentia que, saindo da minha zona de conforto, podia crescer e evoluir. Não venho ensinar nada a ninguém, venho colaborar com uma equipa e pretendemos crescer todos juntos. Foi isso que me atraiu. A minha continuidade na Europa era fácil neste momento, face ao que foram estes últimos anos. Quando percebi o conhecimento profundo que tinham do meu trabalho aqui, não hesitei. Estou muito satisfeito".

Sucesso de Abel Ferreira no Palmeiras... Faz parte dessa 'escola'? "Conheço o Abel há muitos anos. Somos colegas, fizemos o curso UEFA Pro juntos, vivemos relativamente próximos. O Abel é-me familiar, o que ele faz é-me familiar. Passa muito por aí. Trabalhar em cima do improviso nunca dá certo. É importante, quando planeamos e preparamos uma estratégia, pensar e trabalhar o plano A, B e C. Se for preciso, o plano D. Para que tenhamos sempre respostas para o que o jogo nos vai colocando. É óbvio que na hora do jogo, com a pressão, torna-se mais difícil tomar decisões assertivas. Faz parte do trabalho, só sei trabalhar dessa forma. Tem que existir compromisso. Toda a gente no clube tem de comprar a ideia de ambição, compromisso e organização, é inegociável. Dentro de uma exigência tremenda. Costumo dizer aos jogadores que o tempo não corre a favor deles, não há tempo a perder no futebol".

Tendência de treinadores portugueses no Brasil começou com Jesus, Abel... Mas comandaram equipas diferentes, com um poderio financeiro diferente. Sete portugueses no Brasileirão. O que os portugueses estão a fazer diferente? "Esta vinda de treinadores portugueses despertou uma cobiça. O vosso futebol é muito visto, acompanhado e valorizado em Portugal por isso mesmo. Os técnicos têm chegado ao vosso país e têm sido escrutinados e escolhidos de forma muito criteriosa. Isso valoriza o vosso futebol, o querer estar presente neste campeonato e evoluir convosco. Esses treinadores provavelmente não teriam problemas nenhuns em trabalhar na Europa, mas esse desafio do futebol brasileiro é muito aliciante para nós".

Qual o conhecimento que tem do plantel do Goiás? Que tipo de autonomia espera ter? "Em relação ao número de jogadores, acho que é óbvio que se tem de chegar sempre a um consenso. Tem de haver um equilíbrio muito grande, quanto menos for o plantel, mais vantagens podemos tirar. Toda a minha experiência me diz que dessa forma conseguimos obter melhores resultados. Num grupo mais reduzido temos mais gente satisfeita, mais gente que quer participar, que agarra a ideia e vontade de ajudar".

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