Brasil arrisca lugar no Mundial

Se apuramento terminasse agora o escrete não ia à Rússia

Dunga é, por estes dias, a par de Dilma Rousseff e Lula da Silva, uma das figuras mais contestadas na imensa nação brasileira. Motivo: o selecionador do escrete canarinho é apontado como responsável pela desilusão que tem sido a fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de Futebol de 2018.

Disputado um terço dos jogos de apuramento, o Brasil ocupa um modesto 6.º lugar na tabela classificativa, o que a manter-se deixaria o país do futebol fora da fase final da competição que decorrerá na Rússia. Mais grave do que a classificação é o facto de nos dois derradeiros encontros, o escrete ter sido incapaz de apresentar argumentos para impor-se a Uruguai (2-2) e Paraguai (2-2).

A má relação entre Dunga e Neymar, a estrela da companhia, é apontada pelos analistas como a razão de um apuramento que começou torto - derrota, 0-2, com o Chile - e não dá sinais de poder indireitar-se. Em 18 pontos possíveis, o Brasil conquistou apenas 9, resultado de 2 vitórias e 3 empates.

Os mais otimistas lembrarão que faltam 12 "finais" e que, em circunstâncias normais, o Brasil conseguirá amealhar os pontos que lhe têm fugido nesta primeira fase das eliminatórias; enquanto os mais críticos argumentarão que, a manter-se a mesma dinâmica de resultados, o escrete não alcançará um dos quatro primeiros lugares que dão apuramento direto para o Mundial. E mesmo o quinto, que dá direito a uma "barrage" com o vencedor da zona da Oceania, não será fácil de alcançar.

A última vez que o Brasil esteve numa situação semelhante - ou ainda mais complicada - foi na fase de apuramento para o Mundial de 1994, nos Estados Unidos. Numa qualificação disputados por grupos, à terceira jornada, o escrete esteve fora dos lugares de acesso à fase final.

Três vitórias consecutivas permitiram-lhe chegar à liderança, qualificar-se e, de modo algo surpreendente, conquistar o Campeonato do Mundo. Dunga era o capitão de equipa, numa seleção treinada por Carlos Alberto Parreira. Como jogador, o atual selecionador conseguiu dar a volta o texto. O tempo dirá se, como técnico, atingirá igual desiderato.

Por João Lopes
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