Comparam Abel a assassino e Palmeiras reage: «Inaceitável que seja associado a um condenado»

Jornalista brasileiro falou sobre a atitude do treinador na final da Supertaça e lembrou Bruno, ex-guarda-redes do Flamengo

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• Foto: Reuters
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O Palmeiras saiu, esta segunda-feira, em defesa de Abel Ferreira, depois de o treinador ter sido comparado, por um jornalista brasileiro, a Bruno, antigo guarda-redes do Flamengo que foi condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio. Em comunicado oficial, o verdão condenou os "ataques irresponsáveis direcionados por alguns jornalistas descomprometidos com a isenção e com o respeito".

"A Sociedade Esportiva Palmeiras repudia, mais uma vez, os ataques irresponsáveis direcionados ao técnico Abel Ferreira por alguns jornalistas descomprometidos com a isenção e o respeito. É inaceitável que um treinador de insuspeita integridade seja associado a qualquer forma de violência, quanto mais a uma pessoa condenada por homicídio. O clube e o técnico tomarão as medidas judiciais cabíveis", escreveu o Palmeiras, em comunicado partilhado nas redes sociais.

Refira-se que as declarações em causa foram proferidas por um jornalista brasileiro, que visou o treinador português após este ter pontapeado um microfone durante a final da Taça do Brasil, conquistada pelo Palmeiras diante do Flamengo (4-3).

"É a [mesma] história do guarda-redes Bruno do Flamengo. Foi guarda-redes por um tempão e ninguém se preocupou em saber como ele era. Foi aí que vimos que era um assassino. Não é o extremo, mas serve para debate", atirou.

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