Diarreia ia tramando o Flamengo na final da Libertadores e a culpa foi do sumo 'contaminado'

Ex-nutricionista do clube diz que no dia da decisão 90% da equipa técnica estava mal do estômago

Thiago Monteiro, ex-nutricionista do Flamengo, ao lado de Jorge Jesus
Thiago Monteiro, ex-nutricionista do Flamengo, ao lado de Jorge Jesus
Thiago Monteiro, ex-nutricionista do Flamengo, ao lado de Jorge Jesus

Já muito se disse e escreveu sobre a conquista da Libertadores por parte do Flamengo no ano passado, mas o que não se sabia até agora era que um sumo, um simples sumo, poderia ter deitado tudo a perder à equipa de Jorge Jesus nos dias prévios à conquista do troféu na cidade de Lima, no Peru. A história foi esta semana partilhada por Thiago Monteiro, ex-nutricionista do clube, um profissional que na prática acabou por safar a equipa de um enorme problema devido à sua insistência para seguir as regras alimentares.

A regra no Flamengo era simples: sempre que havia uma viagem internacional a comitiva nunca seria autorizada o consumir os sumos naturais dos hotéis, por receios de que a água pudesse estar contaminada. Em Lima não foi diferente, pelo menos para os jogadores, que à exceção da primeira noite - tinham chegado em cima da hora - tiveram sempre de consumir sumos de pacote.

"Na primeira noite falei com a direção do hotel, percebi que era natural e autorizei. 'Hoje pode ser, porque é tarde, mas amanhã, já no pequeno almoço, quero que seja de caixinha'. O problema foi que eu provei o sumo e era bizarro de gostoso! Pensei para mim 'estou f..., como é que vou tirar isto aos jogadores?' Quando decidi não autorizar veio a equipa técnica 'deixa o sumo, é muito bom, deixa ficar'. E eu disse 'vocês podem tomar, eles não'. Aí chegou o pequeno almoço e vem logo o Arão 'como é Nutrifofo, onde é que está o sumo?' e eu respondi que não podia ser, por causa da água do hotel, e que tinham de tomar sumo de caixinha. Ele reclamou e eu disse que eram só três dias", relembrou, em conversa com o canal de youtube 'Pilhado'.

Três dias que se revelaram de sonho para os jogadores e de pesadelo para os restantes. E tudo por causa do tal sumo, o sumo que era desejado por tudo e todos... Os primeiros sinais de que algo não estava bem chegaram logo no segundo dia. "Apareceram dois da equipa técnica: 'Comi alguma coisa que me fez mal. Estou com diarreia'. Aí fiquei gelado, a pensar para mim 'se for da comida, estou morto', porque os jogadores vão começar a sentir. Pois todos comem a mesma coisa, é a mesma refeição para todos. A única coisa que tinha de diferente era o sumo".

E pior ficou o cenário ao terceiro dia. "Uns seis ou sete com diarreia... isto no pequeno almoço! Pensei para mim 'estou morto!' Liguei para o enfermeiro e para o médico a perguntar se algum jogador tinha diarreia e eles disseram que não. Aí disse 'c... do sumo, c... da água!'".

Estava encontrado o mistério. Segundo Thiago Monteiro, no dia da final praticamente todo o staff (90% nas suas contas) estava com problemas gástricos (não sabemos se Jesus era um deles) e nos jogadores nenhum tinha problemas. O desfecho da final (vitória por 2-1 sobre o River Plate) teria sido diferente se os futebolistas também tivesse consumido o mesmo?

"Claro que iam jogar, iam para campo, mas como ia ser a performance desses jogadores? Do jeito que foi, golos no momento que foram... É óbvio que não vou garantir, mas eram grandes as chances de não render tanto, cair no segundo tempo, a equipa ficar desidratada... Ia ser difícil", assumiu o nutricionista, que nos dias seguintes até embirrou com William Arão, o tal primeiro jogador que se queixou por não ter direito ao sumo.

Por Fábio Lima
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