Em dia de aniversário, Cafú relembra drama: «Um pai nunca deveria de ter de enterrar um filho»

Ex-internacional brasileiro, campeão do Mundo em 1994 e 2002, celebra este domingo o 50.º aniversário

• Foto: Reuters

Cafú, antigo internacional brasileiro, celebra este domingo o 50. aniversário e, em carta aberta, publicada pelo comité organizador do Mundial de Qatar'2022, confessou que a celebração este anos será "muito diferente". Além da pandemia, o ex-defesa-central relembrou a morte do seu filho Danillo, que faleceu em setembro de 2019, vítima de um enfarte.

"É um aniversário especial, mas a celebração este ano vai ser muito diferente. Por causa da pandemia, vou ter que ficar longe das pessoas que eu mais gosto. E depois de um ano que eu não podia imaginar nem no meu pior pesadelo, acho que é uma boa hora para falar sobre o sentimento de perda para os milhões de pessoas que estão atualmente a passar por isso", começou por escrever Cafú, antes de falar sobre o seu filho.

"Deus levou-o e tenho a certeza de que ele está bem onde quer que ele esteja. Está a cuidar de todos nós e rir lá de cima de tudo aquilo que estamos a fazer aqui. Rezo para que outros pais não precisem de passar por uma experiência como essa. Um pai nunca deveria ter que enterrar o próprio filho", confessou, admitindo que ainda não ultrapassou a dor.

"Há coisas no mundo que são inexplicáveis. Não têm razão [de ser]. Eu perdi o meu filho nos meus braços. Eu tentei salvá-lo e ajudá-lo, mas ele deixou-nos. Isso foi - e ainda é - um sentimento de completo vazio. Um sentimento terrível. Às vezes sentimo-nos desamparados. Precisamos de sentir-nos fortes no corpo e na mente, mas em momentos como esse a força física não significa nada. Não ajuda. Quando não podes salvar o teu filho, sentes-te incrivelmente fraco", relatou.

Compaixão para com pessoas que perderam os seus ente queridos devido à pandemia

"Tenho a certeza de que, com este isolamento social, as pessoas estão a passar mais e mais tempo com as pessoas que amam, mais do que nunca. E aqueles que estão isolados, devem estar a pensar no que estão perder. Isso leva-me a pensar na força que a minha família teve após a morte do Danilo. A minha família é grande, tenho cinco irmãos. Mas só neste momento é que consegui retirar forças através deles. Neste momento de crise, a família é o pilar de tudo."

Saudade do futebol

"Sei que os programas têm conseguido chegar a muitas crianças que estão presas em casa. Isso é admirável e uma grande inovação. Mas eu tenho certeza que a alegria que paira no rosto delas quando estão a jogar futebol é insubstituível. É isso o que me dá mais alegria", concluiu.

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