Ex-adjunto do Flamengo diz que Paulo Sousa o rejeitou e recorda Jesus: «Não ficou nada dele»

Maurício refere que lhe foi pedido que replicasse os mesmos exercícios de JJ mas que tal era impossível

Mauricio, ex-adjunto do Flamengo, revelou que aquando da saída de Jorge Jesus lhe foi pedido que replicasse o modelo do treinador português. Algo que, no seu entender, era impossível.

"Na verdade não tinha absolutamente nada do Jorge, não ficou nada, a não ser alguns exercícios que ele aplicava e que nós também aplicávamos. O Jorge levou com ele porque não tinha ninguém lá para escutar e nem reproduzir. Quando cheguei pediram que fizesse as mesmas atividades, lembro-me que recusei-me a fazer o treino que a gente chama de 10-0. Nesse treino tens que jogar a tua ideia, o que queres de movimentação quando a bola está nesse setor, quando o lateral está aqui, ali e eu não conhecia a ideia do Jorge. Ia soltar a bola e dizer: reproduz aí? O que iria corrigir? Um erro muito grande, na minha opinião, é acharmos que vamos encontrar no outro treinador a figura daquele ou esse treinador. Isso não vai acontecer", começou por dizer, numa entrevista ao 'Goal'

"O desejo naquele momento era continuar com as mesmas ideias do Jesus, mas quem sabia as mesmas ideias? Não adianta pedir para fazer esse treino só porque o Jesus fazia também. Lembro o grande treinador que Jesus é, não se resume aos treinos que ele dá, e sim como corrige, como mostra o que quer, a forma como passa o que quer, como quer. Isso só ele sabe como fazer, eu não consigo porque eu não estive com ele. Posso ter até ideias parecidas, mas não sei quais são as dele. Não tinha como dar aquilo porque eu não estive com ele", recordou Maurício.

O técnico falou ainda da sua saída, que aconteceu com a chegada de Paulo Sousa, que já tinha a sua equipa técnica: "Tive uma conversa com o Bruno (Spindel) para alinhar como ficaria a minha situação, já que desde o ano passado que passei a ser adjunto da casa. Ele pediu-me alguns minutos, depois chamou-me a uma sala e dissse que tinha tido conversas com Paulo Sousa a respeito do meu cargo e que este estava irredutível, que não queria ninguém desse tipo (adjunto do clube) na equipa técnica dele. O Bruno disse-me que o Paulo não queria que eu seguisse nesse cargo, pediu desculpas, agradeceu-me por tudo, mas não tinha outra forma a não ser sair."
Por Record
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