Ex-Portimonense regressa aos relvados após lutar contra a depressão: «Fumava canábis para esquecer o vazio»

Aos 36 anos, o avançado joga no Nacional-SP, depois de estar mais de um ano afastado dos relvados

Mazola ao serviço do Portimonense
Mazola ao serviço do Portimonense • Foto: Filipe Farinha

A história da vida de Mazola dava uma série da Netflix, dada a quantidade de altos e baixos que teve e de obstáculos que teve de enfrentar. O avançado de 36 anos, que teve uma curta passagem sem grande sucesso pelo Portimonense em 2013/14 (7 jogos/2 golos), afastou-se dos relvados em 2024, depois de passar por vários problemas pessoais, sofrendo de depressão, aliada ao vício no álcool e em drogas. Em 2026, recuperou o brilho no olhar e voltou a jogar, assinando pelo Nacional-SP, da 4.ª divisão estadual de São Paulo.

O ponta-de-lança conta, em entrevista ao 'Globoesporte' que as dificuldades na vida começaram logo à nascença.

"Perdi o meu pai com 36 anos para as drogas, depois de ele também ter sido profissional no futebol. Vivemos um momento muito difícil depois de ele ter morrido, morávamos numa barraca onde cabia um beliche e um fogão, eu, a minha mãe e cinco irmãos. Ela fazia limpezas e sustentava cinco filhos. Via-a a chorar e não aguentava mais ver a nossa situação. Não tínhamos nada", começou por dizer.

Mais tarde, formou-se no São Paulo, que o lançou para o profissionalismo. Depois somou passagens por clubes da China e Japão que lhe valeram um bom dinheiro... Mas também muitos problemas.

"No Japão, na China, ganhava uma fortuna, tinha tradutor, motorista e não tinha família por perto, não tinha ninguém. Perguntava-me: 'Tenho tudo, mas ao mesmo tempo não tenho nada'. Tive depressão, perdi-me várias vezes no meio do caminho com bebida, comecei a fumar canábis. Fumava aquilo para esquecer do vazio", revela.

Esta temporada, Mazola voltou a encontrar um rumo para a sua vida e tem jogado com regularidade no Nacional-SP.

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