Guarda-redes foi 'culpado' por três golos e afastado da equipa: «Não consigo dormir nem comer»

Alex Vila Nova ficou mal na fotografia na derrota com o Santa Cruz (1-3) e garante que foi ameaçado pela direção do seu antigo clube, o Central

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• Foto: Instagram/Alex Vila Nova
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Os últimos dias têm sido um pesadelo para Alex Vila Nova, antigo guarda-redes do Central, que foi, no passado domingo, afastado da formação brasileira depois de ter tido responsabilidade direta nos golos sofridos pela sua equipa durante a derrota com o Santa Cruz (1-3), para o Campeonato Pernambucano. Emocionado, em entrevista ao 'Globo Esporte', o guardião pediu ao clube para regressar, frisando que precisa do emprego "para viver" e sustentar a família.

"A minha família está a sofrer demasiado com tudo isto. Eu não estou a conseguir dormir de maneira nenhuma. Não consigo comer, sinto um vazio. Só tremo. Penso em chorar a toda a hora. É algo que acaba com qualquer carreira", começou por dizer, em lágrimas.

E prosseguiu: "Só olhava para a minha família que estava no estádio, só pensava neles. Não queria que a minha família passasse por aquilo que eu estava a passar. Ouvi vários adeptos a insultarem-me, e lá ao lado estava a minha muher, as minhas filhas e a minha mãe. Foi como se levasse uma facada".

Alex Vila Nova garantiu que os problemas não ficaram por aí, uma vez que voltou a ser visado quando chegou ao balneário, após a partida. "Cheguei ao balneário e fiquei de cabeça baixa. Foi aí que chegaram alguns diretores do Central, que me insultaram e destruíram ainda mais. Acabei por falar com eles, disse-lhes que não queria estar a passar por aquela situação. Ameaçaram-me... Estão a dizer por aí que me vendi [para sofrer os golos]. Jamais, isso não faz parte do meu carácter nem do meu perfil. A única coisa que queria era acabar com esta situação. Preciso deste emprego, preciso disto. Eu vivo disto", assegurou.

Márcio Goiano, treinador do Central, saiu em defesa do guardião, em declarações que acabaram por não convencer os responsáveis do clube. "Quando chegas ao balneário é que vês como está o jogador. Estava chateado, responsabilizava-se pelos erros. Vi um ambiente muito chato ali. São todos homens. O Alex estava cá porque alguém o trouxe, ele não levantou a mão e pediu para vir...", explicou.

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