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Segundo a declaração divulgada pela entidade brasileira, o juiz considerou as "indicações" de que o ex-jogador de futebol "tentou fugir à lei penal italiana" e, também, "poderia sair do Brasil para evitar cumprir a sua pena".
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil ordenou esta sexta-feira a retenção do passaporte de Robinho enquanto analisa se o ex-jogador pode cumprir no país a sentença que lhe foi imposta em Itália por violação.
"Enquanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa o pedido de homologação da sentença italiana que condenou o jogador Robinho à pena de nove anos de prisão pelo crime de estupro, o ministro Francisco Falcão proibiu o atleta de deixar o país. Ele deve entregar o passaporte ao STJ no prazo de cinco dias", lê-se no comunicado do tribunal.
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O sistema judicial do país europeu condenou Robinho a nove anos de prisão por participar na violação em grupo de uma jovem albanesa em Milão, em 2013.
Segundo a declaração divulgada pela entidade brasileira, o juiz considerou as "indicações" de que o ex-jogador de futebol "tentou fugir à lei penal italiana" e, também, "poderia sair do Brasil para evitar cumprir a sua pena". De acordo com a decisão, o passaporte do jogador deve ser entregue diretamente ao STJ.
Em outubro passado, a Itália solicitou a extradição do ex-atacante do Real Madrid e AC Milão após a sua condenação por violação, mas de acordo com a Constituição brasileira, é proibida a extradição de nacionais. Por conseguinte, a Itália solicitou que a sentença fosse cumprida no seu país de origem.
Os acontecimentos ocorreram em 2013 quando, segundo as investigações, Robinho alegadamente obrigou a mulher de então 23 anos a beber até ficar inconsciente e depois obrigou-a a ela e a um grupo de amigos a fazerem sexo no vestiário de uma discoteca sem que ela pudesse resistir.
Na altura, o futebolista tinha um contrato com o Milan, onde jogou durante quatro temporadas (2010-2014).
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Treinador do Al Nassr com artigo de opinião semanal no nosso jornal