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A opinião de Paulo Vinícius Coelho (PVC): Portugal muda o Brasileirão

Análise do conceituado jornalista brasileiro

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• Foto: Reuters

Paulo Vinícius Coelho, conceituado jornalista brasileiro que assina como PVC - colabora com Paramount +, Folha de S. Paulo, UOL e rádio CBN, aceitou o desafio de Record e fez a antevisão do Brasileirão. 

"O Campeonato Brasileiro começa neste sábado (15) com vinte clubes e sete treinadores portugueses. O número só não é maior, porque o Flamengo demitiu Vítor Pereira e não contratou Jorge Jesus. Nunca houve tantos técnicos estrangeiros no Brasil e nunca tantos portugueses. 

Abel Ferreira é o atual líder do Palmeiras, o mais recente campeão. Luís Castro completou um ano no Botafogo, algo tão raro que apenas o brasileiro Rogério Ceni, do São Paulo, tem doze meses no cargo, além da dupla portuguesa. São 67 campeonatos e só três estrangeiros campeões. O argentino Carlos Volante, que comandou só o jogo final pelo Bahia, em 1959. De verdade, pela época toda, só Abel Ferreira e Jorge Jesus. Ou quase todo, porque Jesus sentou-se ao banco de reservas rubro-negro na décima jornada do campeonato vencido em 2019.

O Brasileirão começa com um número recorde de técnicos estrangeiros (9), dos quais sete são portugueses: Renato Paiva (Bahia), Luís Castro (Botafogo), Pedro Caixinha (Bragantino), Antonio Oliveira (Coritiba), Pepa (Cruzeiro), Ivo Vieira (Cuiabá) e Abel Ferreira (Palmeiras). Nos últimos três anos, passaram pelo Brasil Paulo Sousa (Flamengo), Jesualdo Ferreira (Santos), Sá Pinto (Vasco), Augusto Inácio (Avaí), Antonio Oliveira já esteve no Athletico Paranaense e Cuiabá, antes do Coritiba. Há claramente o entendimento de que os portugueses foram à universidade e uniram o conhecimento teórico ao prático, de modo a ter todos os campeões portugueses nascidos em Portugal desde o Porto de Co Adriaanse (2006) até talvez o Benfica de Roger Schmidt (2023)

Portugal levou treinadores ao exterior e conquistaram 75 troféus em 30 países no século 21. Vão longe os tempos de Carlos Alberto Silva campeão pelo Porto ou Marinho Peres a ganhar a Taça pelo Belenenses. Hoje o Brasil respeita os treinadores de Portugal. O ponto é que ainda não respeita a profissão de treinador, a ponto de demitir em 15 partidas professores como Jesualdo Ferreira e Paulo Bento. Há dez dias, Jurgen Klopp disse que, no Brasil, troca-se mais de técnico do que de roupa íntima. Está certo.

O Campeonato Brasileiro com recorde de treinadores portugueses está a tentar desmentir isto".

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