Rafaela Pimenta: «Os jogadores brasileiros chegam aos clubes a pensar que são a última bolacha do pacote»

Empresária explica que o Brasil deixou de ser o mercado mais procurado no que a atletas jovens e promissores diz respeito

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Rafaela Pimenta é uma das empresárias mais conceituadas do mundo do futebol
Rafaela Pimenta é uma das empresárias mais conceituadas do mundo do futebol • Foto: Getty Images
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A empresária brasileira Rafaela Pimenta, representante de grandes nomes do futebol mundial como Erling Haaland ou Matthijs de Ligt, explicou, em declarações à ESPN Brasil, como os jogadores daquele país têm, ao longo dos últimos anos, começado a despertar menos interesse nos grandes tubarões europeus, e revelou mesmo que, na sua opinião, o Brasil deixou de ser o mercado mais procurado no que a atletas jovens e promissores diz respeito.

"Quando trabalho com cedências no Brasil, a conversar com clubes brasileiros, acho que existe uma arrogância. Como se fosse 'ah, se é brasileiro é porque é uma joia rara. Até pode ser pior do que o outro, mas eu acho que é o melhor'. E parece-me que isso não ajuda ninguém", justificou, inicialmente.

Depois, Rafaela Pimenta, de 53 anos, elencou o principal problema dos jogadores brasileiros nos dias de hoje: "Na minha opinião, não [é o mercado de jovens mais tentador]. Hoje, temos um certo medo. Os jogadores brasileiros chegam [aos clubes] a pensar que são a última bolacha do pacote. E não são a última bolacha do pacote. Até podem ser incríveis, mas têm de ser iguais a todos os outros. Já tive clubes que me disseram 'este jogador serve para nós, seria ideal para nós, mas não o queremos porque já sabemos como ele é'", concluiu.

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