Suspeito de tráfico humano esfaqueado no estado do Acre

Innocent Olibrice tentou ser futebolista no Brasil, mas só é notícia por questões que nada têm a ver com futebol

'Jornal do Amapá' foi visitar Innocent Olibrice ao hospital e mostrou o estado em que ficou o avançado haitiano
• Foto: DR Record

Chegou ao Brasil em 2013, com o sonho de dar sequência à carreira de futebolista iniciada anos antes no país-natal, o Haiti, onde chegou a representar emblemas como o FICA ou o Fizine, localmente famosos pela conquista de diversos títulos naquele país da América Central.

Treinou-se durante algum tempo no Rio Branco-AC, clube 'desconhecido' do estado do Acre, mas nunca chegou a participar em qualquer partida de carácter oficial.

Aliás, o que de mais real pode dizer-se sobre Innocent Olibrice é que esta é a segunda vez que é notícia no Brasil sem nunca ter dado um pontapé numa bola em jogos a contar para o que quer que seja.

Em 2013, o avançado, hoje com 32 anos, ficou famoso por, alegadamente, estar ligado a uma rede de tráfico humano. Agora, volta a ser notícia por ter sido esfaqueado, quando resistiu a uma tentativa de assalto.

De tão famoso, Innocent já merece espaço na imprensa brasileira, com o 'Jornal do Aiapá' a deslocar-se ao recôndito Hospital de Oiapoque, localidade a cerca 590 quilómetros de Macapá, no longínquo estado do Acre.

"Estava a andar com o telemóvel na mão e, do nada, senti uma facada, depois veio o segundo com uma faca. Eu tentei proteger-me, usando as mãos. Depois deram uma facada perto do meu coração", contou o futebolista haitiano, ao 'globoesporte.com', clamando por inocência, tal como fizera em 2013, quando foi indiciado pelas autoridades brasileiras, num processo judicial por tráfico humano e estelionato.

Innocent Olibrice foi detido em flagrante delito - esteve preso durante cinco dias e aguarda julgamento em liberdade -, quando tentava embarcar, no Aeroporto de Rio Branco, um jovem de 14 anos, com documentação falsa. O haitiano terá sido contratado pela família do jovem para enviá-lo para a Guiana Francesa, a troco de 500 euros.

Como já foi referido, Innocent clamou inocência, no entretanto terá atuado em equipas do Equador, onde existem poucas referências da sua passagem, e regressou ao Brasil para voltar a ser notícia, por ter sido vítima de três facadas. 

Por João Lopes
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