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Responsável pela negociação que em 2017 levou André Silva para o AC Milan, Massimiliano Mirabelli ainda não percebe muito bem o que levou os milaneses a emprestarem o avançado português ao Sevilha e, para mais, colocarem uma cláusula de rescisão de 'apenas' 39 milhões de euros. Em declarações à imprensa espanhola, Mirabelli deixa rasgados elogios ao portugueses e deixa no ar a ideia de que essa verba foi uma... oferta.
"O André vai ser um dos melhores avançados do Mundo. Vi muito futebol e muitos jogadores, mas poucos com as condições deste miúdo. Por isso não entendo como pode o AC Milan tê-lo deixado escapar. Não sei o que se passou esse verão, mas evidentemente não foi nada positivo para o clube. Quando o contratei foi para ficar muitos anos no clube. E ele sabe disso. Lembro-me de lhe ter dito: 'Tranquilo, faz a tua carreira aqui, pois vais estar cá muitas temporadas'. Antecipámo-nos a alguns clubes mais poderosos da Europa e agora o Sevilha tem opção de compra por ele. Não entendo, de todo...", disse o antigo dirigente milanês, ao 'ABC de Sevilla'.
"Não tenho dúvidas de que será um dos melhores. Acabou de completar 23 anos. Quanto pode valer um jogador destes daqui a uns tempos? Antes de o contratarmos fizemos muitos relatórios. É um jogador super completo. Marca golo com facilidade, desenvolve-se muito bem na área e fora dela. É um atleta e pressiona a defesa sem que isso lhe tire a força na criação. Também é muito bom de cabeça. Qualquer treinador gosta de um jogador assim, porque cria jogo mesmo sem bola. Não é o avançado clássico que desaparece. Abre espaços e isso beneficia os seus companheiros", analisou.
Mas, então, o que falhou a André Silva na curta passagem pela Serie A? "O problema foi que em Itália não tivemos paciência. Chegou com 22 anos. Nunca tinha saída do seu país e, de repente, vê-se a jogar em San Siro. É normal que tenha dificuldades. Mas as suas capacidades não as perde, não é? Só tem de as limar, ainda mais sabendo que é um miúdo com uma grande força mental. Quer melhorar e sei que o fará", frisou.
"Tenho muita pena que tenha saído do Milan. Houve até a possibilidade de sair em janeiro, mas na altura disse que não e que ele iria ficar muitos anos. Disse-lhe para ter paciência. Mas acabaram por vendê-lo...", lamentou o antigo dirigente, recordando que essa transação sucedeu apenas duas semanas depois da sua saída do clube.