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Árbitro recorda expulsão de Cristiano Ronaldo, momentos de choro e críticas de Florentino

• Foto: DR

A 1.ª mão da Supertaça espanhola entre Barcelona e Real Madrid (1-3), em 2017, marcou a estreia em clássicos do árbitro De Burgos Bengoetxea que não escapou a alguma polémica pela exibição em Camp Nou. Volvidos quase 10 anos, o juíz basco admitiu que cometeu vários erros que o atormentaram durante meses, mas manteve-se firme quanto à decisão de ter expulsado Cristiano Ronaldo.

"A única coisa que ficou clara para mim foi o que não podia deixar a ação do Cristiano passar despercebida e escrevi como estava, que me pressionou um pouco. Se não tivesse feito, teria sido injusto comigo e com os meus colegas. A arbitragem deve ser protegida, nenhum agente da autoridade ou qualquer juiz deve ser pressionado", vincou em entrevista concedida à Marca.

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Nessa partida, o internacional português viveu uma montanha russa de emoções: saltou do banco aos 58', marcou e viu amarelo aos 80' (por ter tirado a camisola) e dois minutos depois viu o 2.º cartão amarelo... por simulação. Apesar de tudo, o Real Madrid viria a vencer por 3-1 em casa do Barcelona, mas as mazelas psicológicas ficaram na cabeça de De Burgos. "Cometi vários erros e paguei por isso durante três ou quatro meses a nível psicológico. Passei por momentos muito difíceis em que chorei sozinho e longe da família", confessou. Voltaria a entrar num clássico... cinco anos depois. "Nos três dias que antecederam a partida, pensei muito sobre se estaria à altura de um jogo destes."

Relativamente às críticas constantes de Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, o árbitro basco explicou que aceita as opiniões de todos, desde que não coloquem em causa o seu profissionalismo. "Sou o primeiro a aceitar que me digam que sou muito mau e que não tenho nível para estar na 1.ª Liga, mas agora dizerem que vou prejudicar uma equipa... não percebo", frisou, comentando o caso 'Negreira': "Já temos a sentença pública. Para muitas pessoas os árbitros são corruptos e estamos sob o manto do Negreira, o que é mentira. Até hoje não há um árbitro acusado e, por isso, estou ansioso que a sentença seja divulgada."

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Por Ricardo Gomes
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