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A chegada de Marcelino Toral ao Valencia anunciou uma verdadeira revolução no plantel, mas nesta altura, com o mercado a aproximar-se do fecho, faltam encerrar vários dossiês. Dois deles têm portugueses como protagonistas: Nani e Gonçalo Guedes. O primeiro prepara-se para deixar o Mestalla, enquanto o segundo está praticamente garantido.
Depois de uma grande época no Fenerbahçe, em 2015/16, Nani chegou ao emblema che revestido de uma enorme expectativa, mas a verdade é que, também devido a alguns problemas físicos, nunca conseguiu impor-se verdadeiramente na equipa. Fora das contas de Marcelino para esta temporada, a saída é vista como um dado adquirido para o internacional português, que até poderá continuar em Espanha. Gorada a transferência para o Stoke City, face à lesão no joelho, o Betis e o Málaga surgem como principais interessados em contar com os serviços do extremo, de 30 anos.
Acordo de cavalheiros
Mais avançada está a resolução do futuro de Gonçalo Guedes. Com a saída de Nani, abre-se a porta para o compatriota que, por seu lado, viu o seu espaço reduzido com a chegada de Neymar e Mbappé ao PSG. Concentrado na Seleção Nacional de sub-21, o extremo espera apenas que o clube parisiense comunique o desfecho do processo, já que o presidente Nasser Al-Khelaifi comprometeu-se com Peter Lim, proprietário do Valencia, a ceder o jogador português. A oficialização do negócio deve, por isso, estar por dias. O mais provável é que aconteça durante os compromissos das seleções.
Revolução de Marcelino em marcha
Além de Nani, existem outros jogadores do atual plantel do Valencia que não fazem parte dos planos para esta época e que, por isso, também têm guia de marcha. Um deles é Garay, que poderá seguir os passos de André Gomes e rumar à Juventus. Santi Mina e Orellana são outros dois jogadores do emblema che que procuram definir o futuro longe do Mestalla, sendo que o extremo venezuelano deverá em breve tornar-se companheiro de Antunes no Getafe. Por seu lado, Rúben Vezo, outro dos jogadores apontados à saída, deverá mesmo continuar na equipa che, ao contrário de Abdennour, que já acertou a saída para o Marselha.
Por Fábio Aguiar