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José Peseiro passou pelo Real Madrid na época 2003/2004 como treinador-adjunto de Carlos Queiroz e, em entrevista à 'Marca', o atual selecionador da Venezuela recordou a experiência nos merengues que terminou... sem títulos.
"Claro que cometemos erros, mas sabíamos que o plantel não era suficientemente extenso. O Real Madrid ganhou recentemente campeonatos e Ligas dos Campeões com plantéis mais longos. Tinha jogadores de qualidade no banco que nós não tínhamos. Jogámos bem, mas foram quase sempre os mesmos a jogar e a equipa caiu a três meses do final da época. Se Makélélé e Morientes não tivessem saído, poderíamos ter ganho tudo", assume Peseiro.
O treinador luso vai defrontar pela primeira vez na carreira Carlos Queiroz (selecionador da Colômbia) na qualificação sul-americana para o Mundial e garante que, seja qual for o desfecho, a amizade vai manter-se. "O Carlos era meu professor na Universidade e convidou-me para ir par ao Real Madrid. Mantemos um relacionamento muito próximo, falamos muitas vezes. Será a primeira vez que nos encontraremos e, aconteça o que acontecer, continuaremos amigos", sustenta Peseiro.
Tema de conversa foi também, inevitavelmente, Cristiano Ronaldo. Peseiro não duvida que o avançado português deixou saudades no Bernabéu. "Ronaldo marcou e marcará a história do Real Madrid. Ele quebrou todos os recordes e ninguém pode igualá-lo. Será mais difícil para o Real encontrar um substituto para o Cristiano do que o Barcelona para o Messi. Ele marcou golos decisivos para vencer campeonatos e Champions. Eu pensava que ele ia terminar a carreira no Real Madrid, mas creio que por aquilo que fez merecia um pouco mais de reconhecimento", sustenta o treinador português.
Peseiro aponta ainda que a liga espanhola está "muito mais equilibrada e imprevisível do que nos últimos anos". "Nem o Real Madrid nem o Barcelona são tão consistentes e estão a perder muitos pontos. Logicamente, como passei pelo Real, faço força pelos 'brancos' [risos]", afirma.