_
O Getafe está ligado a um dos golos mais bonitos da carreira de Messi, logo comparado ao de Maradona a Inglaterra, no Mundial’86. A 18 de abril de 2007, o argentino pegou na bola a meio-campo e foi ultrapassando todos os adversários que encontrou pela frente, antes de bater o guarda-redes. Acabou por bisar nessa partida, dando início a uma história de terror para o Getafe, com 19 capítulos e já 17 golos sofridos à custa de La Pulga. Hoje a equipa de Fran Escribá volta a enfrentar um dos seus maiores pesadelos, numa altura em que Messi leva 4 jogos seguidos a marcar, contabilizando 8 golos nesta série.
Será também o reencontro depois do episódio do Halloween, em que os jogadores do Barça invadiram o balneário do Getafe mascarados, para festejarem o Dia das Bruxas. "Foi uma falta de respeito", comentou recentemente o presidente Ángel Torres, decidido a não marcar presença no habitual almoço entre as direções dos clubes.
Estimulante
O Barcelona lidera com 8 pontos de vantagem. Uma almofada confortável que, ainda assim "não garante o título", segundo o técnico Luis Enrique. "Mas estamos onde queríamos", sublinhou, considerando o At. Madrid como o grande rival, tendo em conta a classificação. A equipa pode conquistar, de novo, Liga, Taça e Champions, algo "estimulante" para o treinador blaugrana, embora colocando o foco no Getafe: "É uma equipa que precisa de pontos, mas nós também."
Suárez, Neymar e Arsenal para gerir
Luis Enrique pondera poupar alguns titulares, a pensar já no duelo com o Arsenal, na quarta-feira, e uma das incógnitas é saber como vai gerir a situação de Suárez. O uruguaio está em risco de suspensão, numa altura em que se aproximam jogos com o Villarreal e o Real Madrid. Quanto a Neymar, ontem houve uma reunião com Dunga, selecionador do Brasil, por causa da dispensa do craque, desejado como bandeira da canarinha nos Jogos Olímpicos e na Copa América.
Por Aurélio de Macedo